A chegada da exposição Mondrian e o Movimento de Stijl no Brasil, inaugurada em São Paulo, remete, entre outras referências, à influência que o legado do artista tem sobre a moda. Mondrian acreditava que sua visão da arte moderna transcendia as divisões culturais e poderia se transformar numa linguagem universal, baseada na pureza das cores primárias, na superfície plana das formas e na tensão dinâmica em suas telas.

Mondrian Collection. Foto: Divulgação

Mondrian Collection, por Yves Saint Laurent. Foto: Diuvlgação

A obra mais famosa do artista, a composição com grande plano vermelho, amarelo, preto, cinza e azul, concluída em 1921, inspirou, 44 anos mais tarde, a icônica coleção Mondrian de Yves Saint Laurent, que marca a busca do estilista pelo movimento, como ele mesmo revelou ao jornalista Patrick Thévenon, “compreendi que até então a moda era rígida e que, de agora em diante, era preciso fazê-la mexer-se”.

A modelagem plana e o rebaixamento das linhas da cintura, busto e quadril apresentados nesta coleção estavam em sintonia com a modernidade dos anos 60, “é nessa época que a moda começa a exaltar a imagem jovem, infantilizando as silhuetas ao não demarcar as curvas da mulher, tendência que segue até os dias atuais”, explica José Guilherme Diniz Alves, docente de moda do Senac Lapa Faustolo.

Na década de 30, porém, Mondrian já havia sido homenageado pela Hermés numa linha de bolsas e bagagens desenhadas pela estilista Lola Prusac e, de lá pra cá, grifes como DVF, Moschino e até a Nike já beberam dessa fonte.

 

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