4ª Revolução Industrial na cadeia da moda passa pela formação dos novos profissionais

 

De olho na Indústria 4.0, a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) está mobilizando seus players para discutir a formação dos profissionais que atenderão as necessidades desse novo modelo, impulsionado pela tecnologia. É o que anunciou Fernando Pimentel, presidente da instituição, durante a Tecnotêxtil, em abril.

“Cerca de 65% das profissões que dominarão o mercado não existem hoje”, avalia ele, que destaca as principais habilidades em pauta nessa mudança, “a interpretação de dados é uma das principais características do profissional 4.0, que deverá entender tanto de pessoas, quanto de tecnologia, pois para lidar com os clientes, cada vez mais exigentes, precisará saber trabalhar com máquinas que interagem entre si, por meio da Internet das Coisas”, explica Fernando.

Nessa perspectiva, cai por terra a antiga visão de mundo que divide os profissionais entre criativos e analíticos. Agregar conceitos de robótica ao design, além de programação e neurociência, é apenas um dos desafios dos profissionais que desejam mergulhar na experiência da indústria 4.0, como apontou o pesquisador Flavio Bruno, autor do livro 4ª Revolução Industrial no setores Têxtil e de Confecção, na 1ª edição do ModaInfo 2017.

O livro (gratuito para download) é também a visão de futuro do setor têxtil até 2030, segundo o qual a revolução já estará consolidada no Brasil e no mundo. “Não estamos atrasados nesse debate, mas precisamos discutir soluções que nos coloquem nessa rota do desenvolvimento para a melhoria do nosso sistema educacional para nos posicionarmos no mercado global na próxima década. A capacitação de pessoas é um dos eixos centrais desse novo modelo de negócios que começa a impactar o mercado”, finaliza Fernando.

 

Foto: Thinkstock

 

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