Estimativa representa um aumento de 4,6% em relação ao desempenho do ano anterior

 

Após dois anos consecutivos de recessão, a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) prevê que o faturamento do setor atinja RS$135 bi em 2017, um aumento de 4,6% em relação ao ano anterior.

Para tanto, a produção do vestuário deve crescer 1%, contra redução de 6,7% em 2016. A mesma projeção é replicada para o setor têxtil, que caiu 5,3%  no ano passado.

“Nosso otimismo é realista, sabemos que a queda das taxas de juros, da inflação, o alívio nas linhas de créditos e a possibilidade de saque do FGTS são pontos favoráveis para esse ano”, afirma Fernando Pimentel, presidente da instituição, que explica que o cenário de instabilidade política e o endividamento das pessoas e das empresas exige cautela.

 

Comércio Exterior

A instituição divulgou que, em 2016, as importações de têxteis e confeccionados tiveram queda de 2,3% (totalizando 1,10 milhão de toneladas) e as exportações diminuíram 3,7% (199 mil toneladas). O déficit na balança comercial foi de US$ 3,2 bilhões, número 33,3% menor do que o registrado em 2015 (US$ 4,8 bilhões), visto que as importações em 2016 tiveram uma redução de 17,4% (1,12 milhão de toneladas) e as exportações apresentaram queda de 3,9% (206 mil toneladas).

Para 2017, a perspectiva da Abit é de que o déficit da balança comercial seja de US$ 3,7 bilhões, com aumento de 10% nas importações (1,21 milhão de toneladas) e de 5% nas exportações do setor (209 mil toneladas). “Observamos uma tendência no crescimento das exportações devido a perda de mercado interno, nossa meta é aumentar o valor médio das vendas, historicamente inferior ao da quantidade”, afirma Rafael Cervone, diretor da Texbrasil.

Dados da instituição mostram que a Argentina se mantém como principal compradora de têxteis e vestuário, seguida pelos Estados Unidos. “O principal destino das vendas de têxteis e vestuário está as Américas e nós queremos reforçar essa relações com o continente. O Paraguai tem recebido bastante investimento de empresas brasileiras, o que aumenta o volume de transações”, afirma Pimentel, que vê no deslocamento de empresas brasileiras para terras paraguaias com bons olhos, “o Mercosul existe, não se pode ignorá-lo, contudo, zelaremos para que as empresas continuem utilizando nossa matéria-prima para a confecção dos produtos vendidos no Brasil”.

 

Empregos

Após anos de intensa recessão, a perspectiva do setor têxtil e de confecção para 2017 é a geração de 10 mil postos de trabalho, ante a perda de 125 mil empregos nos anos de 2016 e 2015, sendo 25 mil e 100 mil, respectivamente.

 

Investimentos

Em 2016, foi investido em máquinas e equipamentos cerca de R$ 1,67 bilhão (US$ 479 milhões), 25,5% a menos do que em 2015, quando o investimento foi de R$ 2,24 bilhões (US$ 671 milhões). Seguindo a expectativa de retomada para 2017, espera-se o aporte de R$ 1,75 bilhão (US$ 520 milhões).

 

Varejo

O varejo de vestuário apresenta perspectiva de aumento de 2% (6,12 bi peças) para 2017. Lembrando que, em 2016, apresentou queda de 10,7%, com baixa de vendas de 600 milhões de peças.

 

Foto: Thinkstock

Comentários

Comentários