Além da Certificação de Fornecedores, a Associação participa do desenvolvimento de NBR inédita para controle de químicos danosos na indústria têxtil nacional


Sidnei Abreu

Sidnei Abreu

A ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), entidade que emite a Certificação de Fornecedores desde 2010, afirma que encerra o ano de 2015 com mais de 6 mil empresas certificadas em todo o Brasil, realizando cerca de 400 auditorias por mês. “Os fornecedores e subcontratados das empresas signatárias totalizam 20% da participação na venda do varejo de moda brasileiro”, relata Sidnei Abreu, diretor executivo da Associação.

A certificação prevê a realização de auditorias independentes para o monitoramento de práticas, compromissos e aspectos de gestão ligados aos seguintes temas: trabalho infantil, trabalho forçado ou análogo ao escravo, trabalho estrangeiro irregular, liberdade de associação, discriminação, abuso e assédio, saúde e segurança do trabalho, monitoramento e documentação, compensação, horas trabalhadas, benefícios, monitoramento da cadeia produtiva e meio ambiente.

Criação de NBR para Controle de Químicos Danosos

A Associação também está acompanhando de perto os aspectos relacionados à composição da NBR (Norma Brasileira Regulamentadora) para o Controle de Químicos Danosos, junto a associações como a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) e ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), além de 34 empresas do setor têxtil brasileiro, que estão à frente desta iniciativa e dos estudos que geraram a norma. “Ainda não existe no Brasil uma norma que padronize o controle, o mais comum são empresas multinacionais instituírem aqui controles que já realizam em outros países”, afirma Sidnei.

Por ser o programa de controle mais aderente à necessidade atual, o ZDHC (Descarte Zero de Produtos Químicos Perigosos), que prevê a eliminação de substâncias químicas perigosas bioacumulativas até 2020, serve de base à norma.

A NBR define um padrão de segurança química, com consciência ecológica, em produtos têxteis, alinhado com as práticas internacionais e se aplica a matérias-primas e produtos para consumo local, fabricados no Brasil ou importados, adotando o princípio do acordo entre fornecedor/comprador por meio da “Declaração de Fornecedor”, solicitada pelo comprador na negociação.

Após a definição das substâncias a serem controladas, as normas e requisitos serão confeccionados com base no ZDHC e estão em processo de revisão pela ABNT para serem submetidos à consulta pública.

Fotos: ThinkStock / Divulgação

Comentários

Comentários