Especialista capitaneia Talk sobre Moda da próxima edição

Aclamado pelo meio fashion como um guru das marcas, o criativo André Carvalhal é presença confirmada no Talk sobre Moda do próximo #ModaInfo, que acontece em 25/10, na região de Pinheiros, no qual vai falar sobre futuro.

André traz em seu currículo dois best sellers (A Moda Imita a Vida, lançado pela Editora Senac, e Moda com Propósito), além de sólida experiência como gestor de marca da Farm e um histórico bem-sucedido de articulação de parcerias, com as quais vem semeando um mindset colaborativo na moda por meio da label recém-lançada Ahlma e da Malha, cowork voltado às marcas, ambas no Rio de Janeiro.

No caso da Ahlma, as coleções chamam a atenção por serem desenvolvidas em pequenas tiragens a várias mãos, a partir do reaproveitamento de insumos têxteis, e serem orientadas mais para o lifestyle do público do que para as macrotendências. Já na Malha, são as possibilidades de troca entre os integrantes do espaço que dão a ela os contornos de comunidade.

Além dos nomes dos projetos se interligarem por meio de um curioso anagrama, exemplificam os propósitos de sustentabilidade e coletividade apontados por André em sua obra, reforçando seu cuidado com a criação de vínculos em uma indústria quase sempre associada ao que é efêmero, exercício que, na prática, se traduz em produtos e serviços feitos para ficar além das estações. Um desafio e tanto, não?

Sobre esse exercício contínuo de disrupção criativa e autoconhecimento, André conversou com o #ModaInfo em entrevista, que você confere agora:

 

Como pintou a parceria entre vocês da Malha com o pessoal da Reserva para o lançamento da Ahlma? Rolou um medo de estrear num modelo de “negócio hacker” em um grupo grande?
Surgiu de forma bem orgânica, como o encontro mesmo. A Reserva é a marca mais inovadora do Brasil e está sempre conectada com os novos movimentos. Temos aprendido muito com eles e inspirado eles também.

Trabalhar com o modelo colaborativo de moda é mais fácil ou mais difícil do que o tradicional (refiro-me tanto à Malha quanto à Ahlma) no Brasil?
Bem mais difícil! Apesar de necessária, a colaboração ainda é um paradigma…
Já fomos colaborativos um dia, nossos ancestrais viviam em comunidades e construíam uma vida juntos, mas nos nossos tempos, aprendemos desde cedo que a competição é o que rege o mercado. Isso precisa mudar pois, para irmos longe hoje, precisaremos ir juntos.

Como ser sustentável e fechar as contas no final do mês sem inflacionar o valor final para o cliente?
Essa não é uma resposta simples. Mas é importante entender que a mudança não deve ser só no produto, precisa ser em todo modelo de negócio, da concepção, produção, passando pela forma de vender e comunicar o produto.

De quem parte a direção criativa da Ahlma?´
É minha. Mas costumo dizer que sou um diretor cocriativo e não criativo, porque a criação é feita a muitas mãos, cabeças e corações.

Apesar de recém-nascida, a Ahlma possui uma plataforma de lifestyle bem robusta, com a OVNE e a Ahtma. As pessoas estão engajando mais em manifestos do que em lançamentos de moda?
Eu sempre acreditei isso e fiz essa escola na FARM. Mas acredito que, hoje, muito mais do que estilo de vida, as pessoas querem se relacionar com marcas que tenham propósito. Então, se antes o conteúdo, as experiências, os espaços e até os produtos eram pensados para comunicar um lifestyle, hoje é para compartilhar um propósito.

No dia a dia, como acontece o exercício de repensar os insumos têxteis que chegam na Ahlma tendo em vista o público que a procura?
Nossos modelos de criação e produção são inversos ao da indústria, que cria e depois compra/produz matéria-prima. A gente vai a fábricas, parceiros e fornecedores, faz pesquisa e curadoria de materiais que já foram produzidos e depois criamos para restaurar o valor deles, que muitas vezes ficariam parados ou iriam para o lixo.

Como acontece a pesquisa de tendências na Ahlma?
Olhamos para o mundo e para dentro da gente, das nossas vontades.

O que o pessoal que vai participar do #ModaInfo pode esperar do seu talk?
Um conversa sincera sobre o futuro.

 

Fotos: Divulgação

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