Conheça os principais temas para o segmento neste ano

 

Em sintonia com a discussão global sobre uma adequação do calendário de moda à realidade atual do consumidor e do mercado, o “see now, buy now”, a primeira edição do Preview por Senac Moda Informação, realizada em 16/3, no MAM, trouxe Xavier Neto, sócio do Fashionroom, maior showroom de marcas de moda premium no Brasil, para falar sobre os temas que nortearão os negócios de moda em 2016.

O profissional também discorreu sobre o planejamento dos showrooms e a organização dos desfiles como uma ferramenta de construção de marca e comunicação para o público do preview.

Para atender à nova demanda do mercado, é essencial pensar em logística, explica Xavier. “Além disso, é muito importante que, durante a construção da coleção, a equipe de marketing esteja alinhada ao calendário de lançamento para que sua divulgação nos desfiles seja realmente vantajosa”, avalia.

Como exemplo, o especialista citou o Internacional Fashion Care da Zara, um calendário de moda mundial desenvolvido pela marca, o qual a “Le Lis Blanc” começou a usar. “Agora todo mundo vai lançar as coleções em fevereiro e em julho, então o mercado inteiro vai ter esse movimento. Acho que tudo vai ficar mais organizado”, comenta o profissional.

Em relação às passarelas, Xavier acredita que aproveitar o momento do show para atingir o consumidor final irá humanizar os desfiles, deixando-os muito mais próximos do que as pessoas vão usar, “o elemento de estilo será muito mais importante do que aquelas peças lúdicas”, avalia o especialista, que continua, “as coleções serão mais focadas para o cliente do varejo“.

Para que as marcas consigam realizar as entregas das coleções ao cliente final logo após o desfile, deve-se estabelecer prioridades de confecção das peças em grupos para venda, de modo a não inviabilizar a produção, “assim a marca maximiza o tempo das pessoas que estarão no showroom para fazer a compra”, declara.

As principais peças da coleção devem ser sinalizadas para a equipe de marketing promover na campanha de mídia antes da área de vendas retirar pedidos, principalmente em casos de tecidos mais elaborados ou trabalho de bordados e de acabamentos mais difíceis de fazer, explicita Xavier.

As coleções têm que ser pensadas num grupo de entregas para que o custo dessa coleção fique possível.
“No verão ainda vamos ter o desfile, pois a apresentação da coleção acontece em julho e a gente pode continuar entregando até novembro, então, supostamente em dois desfiles de verão contaremos com peças que entram para o resort, que seria o nosso réveillon. Com o desfile em julho, você ainda pode ter aí um ‘grupinho’ para você entregar depois, diferente do inverno que não tem muito tempo para reproduzir e comprar as peças”, destaca.

As marcas que estiverem capitalizadas em Paris farão investimentos massivos em marketing para divulgar as coleções a pronta-entrega e fazer com que o público compre delas antes. “Acho que as pessoas estão preocupadas nesse momento com a crise e voltaram a consumir marcas nacionais, isso é uma oportunidade”, avalia Xavier, que continua, “as estratégias têm que ser muito bem pensadas, porque se você comprar o tecido que não funciona, por exemplo, você perde recursos da empresa e o timing da entrega assertiva para os clientes”.

Por fim, desenvolver sua plataforma de e-comerce é fundamental. “Os brasileiros estão entre os povos que mais compram moda pela internet. Cabe às marcas fornecerem um serviço de qualidade aos clientes”, conclui.

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