Pesquisadora trouxe conceito ao Laboratório de Design de Superfície Têxtil do #ModaInfo

A trajetória interdisciplinar da pesquisadora e artista Rita Wu transgride o que se espera de uma acadêmica convencional. Com passagens por áreas de conhecimento distintas, como filosofia, farmácia, arquitetura e tecnologia, Rita explica que seu interesse pela ciência surgiu ainda na infância, quando seu pai lhe presenteou com o best seller O Universo numa Casca de Noz, de Stephen Hawking.

“Quando eu li aquele livro, eu pirei. Queria estudar com o Hawking em Cambrigde e inventar uma máquina de teletransporte, uma máquina do tempo e provar a existência de Deus cientificamente”, lembra ela, que acabou trancando a graduação em física pela pressão de ser a única cientista mulher no grupo, “havia muita competição, não era um ambiente saudável. Acabei enveredando por outras áreas”.

Isso não a impediu de apresentar suas pesquisas em instituições prestigiadas como o MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, e no MIT (Massachussets Institut of Technology), nos Estados Unidos. Hoje, ela conecta esses territórios do saber em grupos de pesquisa sobre biologia sintética e biohacking, em que estuda a viabilidade de organismos vivos desempenharem novas funções, hackeando as estruturas de células vivas para redesigná-las.

Além da comunidade Technoporn, voltada ao hackeamento da sexualidade por gadgets, administrada por Rita, chama a atenção sua pesquisa voltada à moda, para a qual vem estudando a aplicação de grafeno ao tecido feito de placas de kombuchá (mistura de bactérias, leveduras e microorganismos, muito utilizado como chá digestivo), realizado em parceria com a artista Lina Lopes, que virá ao próximo #ModaInfo em um talk sobre wearables.

A intenção do experimento é prover condutividade ao tecido probiótico, unindo tecnologia à sustentabilidade, como Rita explicou ao público do Laboratório de Design de Superfície Têxtil do #ModaInfo. “Estudo os benefícios de vestir tecidos vivos sobre a nossa pele, nosso microbioma. As bactérias das roupas podem neutralizar nossos odores por exemplo, servindo como colônias inversas”, afirma.

Rita vê a colaboração interdisciplinar na academia como uma tendência. “Os superespecialistas continuarão existindo, mas cada vez mais os profissionais de áreas diferentes se unirão para somar forças em projetos inovadores e aprender em conjunto”, acredita.

Confira a nossa entrevista com a Rita no intervalo do Laboratório, no Senac Lapa Faustolo:

Biowearables, ciência hackeando moda, por Rita Wu

A cientista Rita Wu conversou com a gente sobre os biowearables, nova sensação nos vestíveis inteligentes, durante o Laboratório de Design de Superfície Têxtil do #ModaInfo, vem ver:

Publicado por Senac Moda Informação em Quinta-feira, 28 de setembro de 2017

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Colaboração em reportagem, produção e edição de vídeo: Anselmo Munir Barbosa Lins

Foto: Divulgação

 

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