Maximalismo deu o tom às discussões contemporâneas durante a semana de moda

 

A um mês do Brexit, as passarelas do London Fashion Week serviram de suporte para desfiles-manifestos que condensaram em imagens como a tensão acerca da separação do bloco europeu é sentida pelo trade local, estabelecido como um polo de exportação de moda.

Assim, discussões urgentes como o aquecimento global, o feminismo e a polarização política têm pautado a agenda global e serviram de inspiração para os designers exercitarem a apresentação das coleções como mensagens que extrapolam as roupas, flertando com vertentes artísticas como a performance, por exemplo.

Para começar, a marca Mother of Pearl apresentou sua parceria com o canal BBC Earth na produção de uma coleção circular com fibras naturais, além do curta sobre sustentabilidade na moda divulgado pela emissora durante o evento.

Na mesma linha, Vivienne Westwood caprichou nos códigos transgressores da sua marca para passar a palavra aos modelos em seu desfile Homo Loquax (homem tagarela, em tradução livre do latim), que fizeram discursos sobre a decadência da democracia, do consumismo e as mudanças climáticas. Fizeram parte do casting o diretor executivo do Geenpeace UK John Sawer e a atriz ativista LGBT Rose McGovan.

Curta produzido pela BBC Earth durante o London Fashion Week

Desfile da Vivienne Westwood, Homo Loquax

 

Em termos estéticos, o maximalismo se mantém unânime como uma tendência da temporada, fazendo do exagero uma constante global nas criações de moda, com estampas, texturas e volumes que evocam personas poderosas, como no caso da Matty Bovan, que escolheu explorar o misticismo que cercam os contos de bruxas como pano de fundo para sua coleção, ou da Simone Rocha, que trouxe à tona facetas incomuns da feminilidade no meio fashion em looks transparentes que abarcaram um casting diverso.

Confira a seleção de looks desfilados durante a semana realizada pelo #ModaInfo:

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