Fornecedores da cadeia têxtil e de moda brasileira investem em sustentabilidade

 

A relação do homem com o consumo está realmente mudando e prova disso é que o assunto já está presente em uma das suas vitrines mais emblemáticas, a da moda. Por aqui, já se percebe um número crescente de fornecedores, marcas e clientes que vêm estabelecendo novas expectativas em relação à qualidade dos produtos, ao incluir a sustentabilidade com um fator decisivo de compra.

De olho nesse público, o Fórum Inspiramais reuniu em sua última edição, que aconteceu essa semana, iniciativas sustentáveis na cadeia produtiva de moda, com transparência nos processos e interações com a sociedade. Algumas possuem até selo de origem.

Além disso, o fórum apresentou dois programas de certificação de matérias-primas desenvolvidos no Brasil, um é o Selo Origem Sustentável, desenvolvido em 2013 pela Assintecal, em parceria com a Abicalçados, o Sebrae e o Instituto By Brasil, sob coordenação do Laboratório de Sustentabilidade da USP, que certifica empresas da cadeia produtiva de calçados, com 52 indicadores acerca dos pilares social, econômico, ambiental e cultural, classificando-as em 4 níveis diferentes.

Já a CSCB (Certificação de Sustentabilidade do Couro Brasileiro) audita os processos sustentáveis do setor coureiro no Brasil e se trata de uma iniciativa pioneira no mundo, contando com 173 indicadores em questões como eficiência energética, consumo de água, relacionamentos com colaboradores e gestão.

Conheça os fornecedores:

Adesivo Kisafix 4085

Adesivo à base de água  indicado para confecção de componentes de cabedais de calçados, como forros, espumas e contrafortes, e colagem de couro e laminado sintético. O fabricante afirma que o produto confere resistência de colagem superior aos que usam solvente e hot melt.

 

Ambiplast

A partir do aproveitamento de resíduos da indústria calçadista, a Ambiente Verde fabrica o Ambiplast, matéria-prima para palmilhas, couraças, contrafortes e embalagens.

Amni Soul Eco

A poliamida biodegradável desenvolvida pela Rhodia agora está disponível também em tecidos específicos para calçados. Além da facilidade de reinserção no meio-ambiente, o fio oferece aos tecidos utilizados no cabedal dos calçados:leveza, conforto, respirabilidade e secagem rápida.

Bioleather

O bioleather é um couro curtido em tanino vegetal, que não agride o meio-ambiente quando descartado e pode degradar em até 13 meses se descartado em condições adequadas de compostabilidade.

 

Couro de Pirarucu certificado

O Pirarucu é um peixe nativo da Amazônia brasileira e seu cultivo, uma das principais fotnes de renda de famílias dessa região. Ao processar apenas subprodutos de peles rastreados e regulamentados, a Nova Kaeru está fomentando a proservação da espécie, renda e consciência ambiental da população, que trabalham em conformidade com o IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos naturais Renováveis).

 

Ecofio

Tecidos feitos pela ITM com fios reciclados de algodão e poliéster extraídos de garrafa PET. No caso do algodão, as aparas recicladas são separadas por cooperativas, que as transformam em novos fios, gerando um ciclo de moda circular.

 

Ecofoam 

A Ecofoam é uma espuma de poliuretano regenerada de fonte 100% reciclável, específica para palmilhas de calçados. O material é respirável, leve, anti microbiano e amortece a pisada, sendo indicada especialmente para calçados esportivos.

 

Eco-recycle

Produzido a partir da desfibração das sobras de tecidos e aparas de denim da Vicunha, o Eco-recycle é uma solução da marca para o próprio excedente produtivo. O fabricante afirma que 100% da água utilizada na produção do tecido é tratda e 70%, reutilizada.

 

Eco-resina condutiva

Composta a partir da glicerina bruta originária da fabricação do biodiesel, a eco-resina pode ser aplicada em materiais como couro, borracha, tecidos e tintas, conferindo-lhes certa condutividade que facilita a dissipação de carga eletrostáticas, característica importante em produtos voltados à segurança no trabalho e bem-estar.

 

Stahl Evo

O laminado sintético aplicado no tecido Piñatex, feito de fibra de abacaxi, utiliza 30% do acabamento proveniente de fontes vegetais renováveis e é específico para bolsas e artefatos.

Tecido Ecofrag

Composto por fios de poliamida biodegradável, o tecido se decompõe em até três anos após o descarte, ao contrário da poliamida convencional, que demora décadas.

Viável tanto para confecção de vestuário quanto e calçados, o Ecofrag pode ser processado colorido ou tingido após a fabricação, além de ser possível aplicar filtros UV e propriedades bacteriostáticas.

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O salão coincidiu com o lançamento da nova coleção da Ecosimple, marca de Americana, no interior de São Paulo, que também produz tecidos sustentáveis a partir da desfibração de sobras e aparas de algodão descartadas por empresas têxteis de Santa Catarina e fios de poliéster feitos de garrafa PET.

Foto em destaque: Thinkstock

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