Iniciativas sustentáveis em pesquisa e desenvolvimento ampliam a gama de oferta têxtil

 

Quando se fala em tecidos sustentáveis, logo vem à cabeça peças de algodão orgânico ou pet reciclado, que já vêm marcando presença até em coleções cápsula de fast fashions como a H&M, Zara e, mais recentemente, a C&A.

Contudo há muita pesquisa sendo realizada ao redor do globo na criação e aprimoramento de tecidos alternativos às ofertas tradicionais do mercado, o que nos sinaliza que num futuro não tão distante assim, os populares poliéster, algodão e viscose dividirão espaço com tecidos menos poluentes, das matérias-primas mais diversas.

A estilista Ana Sudano, diretora de produção do Fashion Revolution e docente de moda do Senac Lapa Faustolo, enumera abaixo cinco iniciativas de pesquisa e desenvolvimento têxtil para inspirar seu radar criativo:

Econyl

A marca eslovena Aquafil começou a resgatar nylon 6 descartado da indústria no ciclo de pré-consumo (sobra de plásticos, produção de fios e tecidos) e pós-consumo (redes de pesca, felpo de carpetes antigos) para completa regeneração química e reutilização têxtil. De lá pra cá, a empresa já fez parcerias com marcas esportivas como Adidas e Speedo na aplicação do seu tecido:

Ecosimple

Aqui no Brasil, temos a EcoSimple que, desde 2010, oferece uma diversidade de tecidos feitos a partir da reciclagem de garrafas pets e sobras da indústria têxtil. Os tecidos da EcoSimple atendem os segmentos de decoração, moda e produção de acessórios. A empresa afirma que o método de produção não usa químicos, água e tem pegada de carbono zero.

Kombuchá

A designer Suzanne Lee compartilha em palestras seus experimentos no cultivo de um material baseado no kombuchá (mistura de bactérias, leveduras e microorganismos) que pode ser usado como tecido semelhante ao couro para fabricação de roupas e acessórios.
Vale lembrar que a brasileira Lina Lopes, que comanda um talk sobre wearables no próximo #ModaInfo, está desenvolvendo pesquisas sobre condutividade elétrica no Kombuchá.

Q.Milch

Desenvolvido pela estilista e bioquímica alemã Anke Domascke, o Q.Milch é um tecido não-tecido que leva proteína de leite em pó na sua composição e tem propriedade bactericida.

Piñatex

As fibras longas do abacaxi formam esse tecido não-tecido, desenvolvido pela espanhola Ananas Anam, cuja aparência lembra o couro, utilizado em roupas, calçados e móveis.

S. Café

Lançado em 2009, pela empresa têxtil Singtex, de Taiwan, o S.Café, tecido feito da borra do grão, seca rápido, protege dos raios ultravioleta e bloqueia o mau cheiro do corpo:

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Imagem em destaque: Thinkstock

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