Ícone do nosso país, a camisa da seleção brasileira tem história de sobra pra contar

 

No país do futebol, o uniforme canarinho é um símbolo de brasilidade. Independente de você ser apaixonad@ pelo esporte desde criancinha ou, como nós, não ter a menor ideia de como se identifica uma jogada impedida, vai concordar que, em ano de Copa do Mundo, são as cores da nossa seleção que fazem o Brasil vestir a camisa.

“Tema presente nas ruas, nas mídias e nos looks, a Copa é vista como uma oportunidade de vendas para o varejo de moda, assim como o dia das mães ou dos namorados, para a qual muitas desenvolvem produtos como camisas e acessórios, principalmente no segmento masculino”, explica Nathalia Anjos, coordenadora de conteúdo do Senac Moda Informação, que mediou a live #ModaInfoNaCopa sobre a evolução da camiseta da seleção brasileira .

O que muita gente não sabe é que, nas primeiras edições do torneio, o Brasil vestia branco, adotando a cor amarela três anos após a edição de 50, primeira vez que sediou o evento, em que foi derrotada na partida final pelo Uruguai.

“Foi feito um concurso para eleger o novo uniforme da seleção, vencido pelo cartunista gaúcho Aldyr Schlee, que deu a ele as cores da bandeira, equilibrando o verde e amarelo nas camisas e o azul e branco nos calções”, explicou Anselmo Munir, do Papo de Bancada, durante o live do #ModaInfo.

Na época, os uniformes ainda eram feitos de algodão (vale lembrar que a poliamida só seria lançada na década de 60), e os looks não eram tão funcionais como hoje em dia, em que a moda se une à tecnologia presente no segmento esportivo para conceber peças leves, com caimento e tecidos inteligentes que facilitem a vida dos jogadores de alto rendimento em campo.

Outra curiosidade é a razão da cor azul no segundo uniforme da seleção brasileira, que se firmou em 58, quando ela foi obrigada a trocar a cor do traje na partida final contra a Suécia, também verde e amarela, para se diferenciar do time adversário em campo.

“Apesar de a seleção ter usado azul na copa de 38, essa cor não era oficial para os jogos da Copa do Mundo, tendo sido escolhida às vésperas da final”, contextualiza Juliano Buzato, do Mantos do Futebol, que continua, “o técnico disse à seleção que o azul da cor do manto de Nossa Senhora Aparecida os protegeria e, de fato, ganharam nossa primeira estrela naquele dia”.

Sinal de boa sorte, essas cores vibrantes para os uniformes foram adotadas pela seleção brasileira de futebol desde então para, mais uma vez, marcar definitivamente a conquista do tricampeonato em 70, primeiro evento transmitido em cores pela televisão brasileira, que eternizou o canarinho na memória dos torcedores.

De lá pra cá, esse clássico foi sendo reinterpretado à medida que o segmento esportivo evoluía. Em 94, a Topper desenvolveu uma camisa de poliéster que, apesar de não ser funcional, dialogava com a tendência de uso do produto no mercado recém-globalizado, época em que a China passou a oferecer a matéria-prima para o Brasil.

“Até hoje a gente cita a camisa de 94 como a mais extravagante por causa da sobreposição das estampas do brasão da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Apesar de ela dividir opiniões, marcou nossa ascensão nesse esporte como única seleção tetracampeã”, relembra Juliano.

Desde então, a Nike vem desenvolvendo os uniformes da seleção brasileira de futebol, inovando na funcionalidade dos trajes enquanto resgata elementos clássicos das edições que consagraram o Brasil no torneio, uma estratégia recorrente das marcas envolvidas na competição, como Adidas, Puma, New Balance e Umbro, de acordo com Fernanda Carvalho, do FFB (Functional Fabrics Bureau), dedicado às tendências do segmento esportivo. “Quase todos times revisitam os uniformes do passado usando tecnologias do presente”, explica.

Também é importante lembrar que, na virada do milênio, as seleções passaram a lançar coleções intermediárias, instigando o consumo dos apaixonados por futebol. “A diminuição de tempo entre os lançamentos de novos uniformes surgiu em sintonia com a aceleração do calendário da moda, o famoso fast fashion, que redefiniu nosso comportamento de consumo e aumentou a avidez por novidades”, analisa Nathalia.

Não por acaso, a edição do uniforme da Copa do Mundo na Rússia faz menção à época de ouro da seleção brasileira, “as novas camisas simbolizam, acima de tudo, o maior símbolo de conexão entre o time e o torcedor. O resgate de 58 e 70 nos uniformes remete à história de uma equipe vitoriosa e reafirma o DNA brasileiro com o futebol”, comunicou a Nike à imprensa.

Fernanda também chama a atenção para a tendência de utilização de estampas optical e geométricas, tramadas quase sempre em jacquard, como os diamantes presentes nos uniformes da Espanha, Alemanha e Bélgica, além da Argentina (camiseta preta), Costa Rica, Suécia e Coréia do Sul. e o tão comentado chevron, utilizado nas camisas do Panamá e Nigéria.

No caso da Nigéria, vale destacar que a Nike redesenhou o chevron com hachuras que também aparecem discretamente nas mangas dos uniformes do Brasil, Portugal e França, formadas na trama do tecido.

Outra coisa que os uniformes desenhados pela Nike têm em comum são as frases de motivação impressas no lado de dentro da camisa, além da faixa vertical na nuca. “Desta forma, a marca deixa seu print nos uniformes, enquanto celebra as culturas de cada país”, avalia Nathalia.

 

Confira a seleção feita pelo #ModaInfo sobre os uniformes da seleção brasileira de futebol mais emblemáticos:

Assista ao comercial da Nike para a nossa seleção na Copa do Mundo da Rússia e entre no clima:

 

 

Foto: Marcella Ferrari Boscolo

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