Temporada de moda masculina fala sobre fronteiras

Por meio de temas como a corrida espacial e a diáspora, a Semana de Moda Masculina de Nova Iorque, evento que existe desde 2015 e que, na semana passada, apresentou as criações das marcas para a temporada de verão 2019, falou de certa forma sobre a exploração de fronteiras geográficas pelo homem, um tema delicado (e urgente) nos Estados Unidos governados pelo presidente conservador Donald Trump.

Com apenas três dias inteiros de duração, a “semana” perdeu força com a saída de nomes grandes como Raf Simmons, Hugo Boss e Ralph Lauren que, por si, já atraem as atenções da mídia, além do patrocínio da Amazon, que encerrou sua participação como principal apoiadora ano passado.

Falando sobre fronteiras, é interessante ver a passagem da russa Jahnkoy – que já desfilou no SPFW- por lá. Sua principal temática é a reconstrução da roupa como uma das camadas de identidade cultural do ser humano. Não por acaso, a estilista utiliza materiais inusitados de reciclagem como parte do seu arsenal criativo, apoiado em técnicas inovadoras de upcycling, para contar histórias da diáspora contemporânea.

Jahnkoy  na NYFW Men’s

Nesse sentido, Willy Chavaria alinhavou seu streetwear num desfile protesto ao presidente norte-americano, em que virou a bandeira do país de ponta cabeça, além da t-shirt com o rosto da congressista Maxine Waters, oponente declarada do Trump.

Ainda no tema, mas por outro viés, o 60º aniversário da chegada do homem na lua serviu de pano de fundo do desfile da Nick Grahan, que também incluiu ícones contemporâneos desse feito como a pop art e o festival de Woodstock, definitivos para a formação do estilo de vida norte-americano, aplicando a logo da NASA em seus ternos, tal qual o fez a marca de streetwear Landlord nesta edição.

Confira a seleção de looks do #ModaInfo:

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