Princípios da nova era da indústria serão discutidos no #ModaInfo 2017 ed.1, em 28/3

Instantaneidade, individualização e autonomia. Três princípios que cercam nossas escolhas cotidianas em toda sorte de produtos e serviços na palma da mão, nortearão a quarta revolução da indústria têxtil e de confecção, que, de acordo com o pesquisador Flávio Bruno, já começou e tende a se desenvolver por aqui nos próximos 15 anos.

Flávio é engenheiro têxtil, autor do livro Quarta Revolução Industrial no setor têxtil e de confecção, lançado ano passado pela Editora Estação das Letras e Cores, e conta que, se por um lado, as transações comerciais serão ainda mais velozes, por outro, o ritmo de consumo será reduzido, por conta da possibilidade de comprar peças sob-medidas à pronta-entrega que caracteriza o movimento.

“A lógica dos nosso hábitos de consumo ainda está enraizada na 2ª Revolução Industrial, era da reprodução em massa e do consumismo. Curiosamente, é ela que nos leva a consumir menos e melhor, a interagir com as comunidades locais e valorizar a sustentabilidade”, afirma o profissional, que vem ao próximo #ModaInfo detalhar o futuro da indústria em 28/3.

 

Autonomia

Os conceitos de Internet das Coisas e dos Serviços, capazes de regular automaticamente a logística, a reposição de insumos e envio de mercadorias numa empresa, estarão presentes também nas tecnologias vestíveis, os wearables, e poderão monitorar diferentes necessidades do corpo humano, como controle de pressão arterial ou de temperatura, garante Flavio.

“Para que os projetos de wearables saiam do papel, contudo, é necessário que haja investimento na formação e desenvolvimento de designers que dominem os processos e software de produção. O perfil desse profissional será o mais valorizado no mercado”, acredita o especialista.

 

Individualização

Além da possibilidade de entregar produtos exclusivos, como uma calça feita a partir das medidas de um cliente, esse novo sistema de mercado coloca o consumidor final no início da cadeia, como demandante da produção, já que elimina a necessidade de haver estoque de peças prontas.

“Se não produzimos em massa, acabamos com o mark-up dos produtos e conseguimos trabalhar com preços e custos muito mais baixos. É assim que a individualização traz sustentabilidade para o negócio”, avalia Flavio, para quem a identificação dos clientes com as peças sob-medida reduzirá a necessidade de consumo.

 

Instantaneidade

A rapidez das transações, impulsionada pelo comércio mobile, estreita o vínculo dos clientes com suas comunidades locais. “Se eu quero algo rápido para mim, não posso importar da China, tenho de resolver isso na minha cidade”, finaliza o profissional, que vê nas micro fábricas modulares, possibilidades de levar o próprio negócio para diversas praças.

 

Confira a programação do ModaInfo 2017 ed.1: http://www1.sp.senac.br/hotsites/blogs/modainfo/

 

Foto: Agência Fotosite

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