Vendas de final de ano devem impedir o segmento de fechar o período no vermelho

 

Ao final de 2018, o varejo de vestuário deverá movimentar, 6,3 bilhões de peças vendidas, um total 0,8% superior ao ano anterior, o que, em valores, significa um incremento de R$ 224,0 bilhões, ou 1,6%, sobre o total vendido em 2017. É o que aponta o IEMI (Inteligência de Mercado), instituto que realiza pesquisas sobre consumo no mercado nacional há mais de trinta anos.

“Nesta data as roupas sempre estão na lista de itens mais procurados, seguidas de calçados e acessórios, como bolsas, bijuterias e joias”, afirma Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), entidade que representa cerca de 90 grandes marcas do varejo de moda brasileiro.

A instituição expõe que, apesar de fatores externos terem afetado o consumo nesse ano, como a greve dos caminhoneiros em maio, a copa do mundo em julho e as eleições, que geraram um clima de instabilidade, o último trimestre do período deve ser expressivo para as vendas, totalizando um crescimento de 9% no número de peças (com vendas totais estimadas em cerca de 2,1 bilhões de itens) e 7,7% superior em valores (cerca de R$ 75,1 bilhões), sobre o 4º trimestre de 2017.

Essa alta já é esperada pela ABVTEX por conta das compras de natal, somadas à black friday e o recebimento do 13º salário. “O resultado reflete o ânimo do consumidor em retomar as compras nessa época, ainda que em patamares conservadores, pois a gestão dos estoques das lojas vem sendo realizada para que não sobrem produtos nas prateleiras”, acredita Edmundo.

Para o ano que vem, o crescimento previsto será de 2,6% em volume de peças e 4,2% em valores nominais (sem considerar a inflação do período). Confira o medição do desempenho do setor no gráfico abaixo:

Fonte: IEMI. Notas: Valores nominais.

Fonte: IEMI.
Notas: Valores nominais.

 

 

 

 

 

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