Empreendimentos voltados ao segmento plus size suprem demanda reprimida no mercado

 

Consultoria de estilo, moda masculina, feminina e linha de jeanswear. Esses são alguns exemplos de negócios de moda voltados ao atendimento do público plus size abraçados por ex-alunas do Senac Lapa Faustolo, que formaram nessa quarta-feira, 23, a mesa-redonda sobre indústria da moda e estilo no último dia de @ForumMaisFashion na unidade.

Aquela calça jeans…

Mariana Camargo, da Clamarroca +

Mariana Camargo

Algumas palestrantes utilizaram as próprias histórias para desenvolver seu modelo de negócio, como o caso da Mariana Camargo, ex-aluna de Coolhunting, que a partir da dificuldade de encontrar calças jeans descoladas para o seu manequim, decidiu empreender na linha plus da Clamarroca, marca da sua família.

“Eu só me senti segura para dar esse passo ao confirmar que a linha plus size teria o mesmo destaque da tradicional nas lojas. Não queria minhas peças escondidas no estoque”, revela Mariana, que no primeiro mês de negócio, divulgado apenas nas redes sociais, vendeu 30% da produção.

 

Vai ter cor e estampa, sim!

Raquel Quinderé

Raquel Quinderé

O designer de moda tem de ser um agente provocador na sociedade, não alguém que promova o preconceito. Roupa é segunda pele – Raquel Quinderé

 

As estilistas Raquel Quinderé e Ena Castello, que não são plus size, seguiram por esse caminho por um misto de empatia e visão empreendedora. Raquel, que é pós-graduada em Negócios da Moda, começou a desenhar roupas para mulheres gordas na Xica Vaidosa e hoje coordena a linha plus da Pernambucanas, faz questão de abusar de cores e estampas nos looks que desenha.

“Não acredito que pessoas gordas precisam se vestir com o único propósito de afinar a silhueta. O que me move na moda é trazer peças alegres, que promovam a autoestima de quem as usar”, reflete Raquel.

Já a Ena, que em 2014 fez o técnico em estilismo, que hoje é ofertado no Senac São Paulo tanto como graduação quanto curso livre, é famosa pelas estampas da camisas masculinas da sua marca Lili da Ena, conta que sua maior dificuldade foi estabelecer a grade de tamanhos das suas camisas. “Cada livro que eu consultava apontava um método diferente de modelagem, com o tempo, achei melhor eu mesma desenvolver a gradação”, lembra. O desafio virou oportunidade e, hoje, contando com a grade que vai do PP ao GG6, Ena revela que seus clientes plus sempre levam mais de uma camisa, justamente por ser tão raro encontrarem peças com informação de moda.

 

Consultoria de imagem

Para além do desenvolvimento de produto, as oportunidades de negócios na moda plus size também florescem. É o caso da consultora de imagem Fernanda Mello, que atende a mulheres plus size grávidas ou que passam por cirurgia bariátrica, e da Natália Nascimento, criadora do blog Estilosos no Metrô. Natália conta que foi no curso Técnico em Produção de Moda que conseguiu colocar em prática a sua vocação. “Eu sempre garimpei roupas em brechós e as estilizava, o curso técnico foi uma porta para eu apostar na moda que celebra os diferentes tipos de beleza e levar isso adiante no meu trabalho de consultora e produtora”, finaliza.

 

 

Fotos: Marcella Ferrari Boscolo

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