CCBB traz a maior exposição sobre o artista já realizada na América Latina. Com entrada franca, depois segue para Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro

 

Em 25/1, aniversário de São Paulo, a cidade recebe em primeira-mão a exposição Mondrian e o Movimento De Stijl, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), que conta com cerca de 70 obras, 30 das quais assinadas pelo artista holandês Piet Mondrian (1872-1944), e compõem a maior mostra sobre o movimento de Stijl já exibido na América Latina. A exposição passará ainda por Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro até o final do ano.

A exposição reúne criações das diferentes fases de Mondrian, no início de sua carreira, em 1890, pintava paisagens escuras e sombrias, influenciado pela estética holandesa no século XIX, para, a partir de 1900, ir clareando suas telas inspirado pelo pós-impressionismo francês. Num processo contínuo, após uma fase temporária no cubismo, procurou formas de abstrair a realidade para buscar a essência da imagem, como explica Pieter Tjabbes, curador da exposição, “organizamos tudo para que o visitante possa acompanhar esse percurso e entender que aqueles retângulos coloridos que povoam até hoje o imaginário do moderno, e são tão facilmente reconhecíveis, não nasceram de uma hora para outra, nem por acaso” afirma.

O acervo também reúne múltiplas manifestações do movimento De Stijl (O Estilo), nome da revista que reuniu, entre 1917 e 1928, artistas, designers e arquitetos voltados a exploração do neoplasticismo e a utopia da harmonização universal entre todas as artes. Mondrian defendia a pureza das cores primárias, a superfície plana das formas e a tensão dinâmica em suas telas e seus companheiros da De Stijl não só tinham visão semelhante, como aplicaram esses conceitos a todo tipo de arte, reunidas na exposição, por intermédio de obras originais, em maquetes, mobiliários, fotografia, documentários, fac-símiles e publicações de época.

Confira algumas obras que compõem a exposição:

 

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