Avaliada em US$ 1,5 bilhões, a Farfetch marcou presença no #ModaInfo 1.18 com o Talk E-commerce, capitaneado por Daniel Funis, diretor geral da rede para a América Latina, que fez uma retrospectiva para o público sobre a implantação de operações da varejista de luxo em terras brasileiras em 2011.

Naquela época, as blogueiras despontavam como it-girls da vez e o câmbio favorável tornava o brasileiro médio um globe trotter ávido por grifes, influenciado também pela chegada de maisons como Chanel e Hermès no Brasil.

Contudo, a maioria das pessoas não possuía smartphone, tampouco o hábito de consumir moda no meio digital, categoria que ainda engatinhava no mercado on-line, pontuando a 23ª posição, como lembra Daniel, “ninguém apostava em e-commerce de moda por causa da impossibilidade de experimentar os produtos, uma etapa importante para a compra”.

De lá pra cá, o acesso à Internet encurtou as distâncias geográficas e acostumou o público a acompanhar o dia a dia das marcas em seu feed de redes sociais, quebrando aos poucos o gelo dessa relação de consumo digital com o produto de moda, que hoje desponta como a categoria mais vendida no e-commerce brasileiro, segundo levantamento realizado pelo E-bit.

“Nosso primeiro passo foi entender a expectativa do brasileiro sobre a experiência do luxo, como, por exemplo, a necessidade de consultoria. O brasileiro gosta muito de se relacionar conosco, nos procura mais no chat e no canal de atendimento telefônico do que outros povos”, revela Daniel, que continua, “além disso, ele está acostumado a parcelar as compras, algo bem característico do nosso mercado, e realiza menos as compras”.

Outra jogada importante da Farfetch foram as parcerias com marcas de luxo brasileiras, como Gloria Coelho e Martha Medeiros, a campeã de vendas no exterior. “Nós resolvemos o problema de alcance e mix de produto das boutiques. Enquanto uma loja física tem, em média, 200 itens de uma grife em seu estoque, nós temos mais de 3 mil”, acredita Daniel.

Tendo registrado um crescimento de três dígitos em nosso mercado, a varejista digital abocanha um mercado de nicho em franca expansão pensando na integração dos canais de venda, como a Loja do Futuro, implantada em Londres ano passado, que propõe uma experiência parecida com a de negócios omnichannel como as guide shops da Amaro, label que também participou do #ModaInfo 1.18.

“Hoje, o consumo on-line de luxo responde por cerca de 8% do consumo total da categoria no mundo, um mercado de US$250 bilhões, mas em 2025, prevemos que essa fatia represente cerca de 25% das vendas totais e desejamos expandir nossos pontos de contato com o cliente também no off-line”, explica o executivo.

Assista ao ping-pong do #ModaInfo com o Daniel Funis:

 

 

Foto em destaque: Renato Souza / Soul Art

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