Estilista compartilhou sua história com o público do Casa Aberta no Senac Lapa Faustolo

 

Na época da transparência, em que cada vez mais pessoas querem saber quem fez suas roupas, a trajetória da estilista Flavia Aranha é fonte inesgotável de inspiração para uma moda que está chegando e eleva a discussão sobre a sustentabilidade para o viés afetivo.

“A partir do momento em que você conhece os processo da cadeia produtiva de moda, você reconhece o trabalho de todos que estão envolvidos nela e, a partir daí, vai criando vínculos com as pessoas”, acredita Flavia, que foi convidada para um talk sobre o tema pelo Senac Lapa Faustolo para o evento Casa Aberta, que aconteceu sábado, 18.

Well Mendes e Flavia Aranha durante o Casa Aberta 2018

Desde 2008, a estilista realiza pesquisas sobre sustentabilidade para a marca slow fashion que leva seu nome, na qual mantém seu raciocínio minimalista para a composição dos looks atemporais que cria como suporte para explorar alternativas sustentáveis para os processos produtivos que tornam a moda uma vilã da sustentabilidade, como as etapas de confecção dos tecidos,  tingimento e até mesmo o pós-ciclo da roupa.

“Sabemos que a moda gera muito lixo para o planeta e sempre foi uma preocupação minha desenvolver o modelo circular de consumo para a minha marca. Cheguei até a enterrar algumas amostras de tecido para avaliar sua completa absorção pela terra, sem danificar o meio-ambiente”, relembra.

Focada em encontrar soluções para os problemas da indústria, Flavia estudou a fundo métodos de tingimento naturais, que extraem a cor de legumes, frutas e até mesmo material de descarte, como as serragens de pau-brasil encontrada por ela no Espírito Santo, para tingir suas roupas.

Seu interesse pela pesquisa a conectou com pequenos produtores do Brasil inteiro e a levou a multiplicar suas descobertas em workshops sobre sustentabilidade na moda motivo pelo qual, mais recentemente, a mudar seu ateliê da Vila Madalena para o bairro das Perdizes, onde instalou também um espaço para realizar o tingimento das roupas.

“Nossa marca sozinha não dá conta das transformações que a moda precisa, por isso, decidimos multiplicar nosso aprendizado com a nossa rede”, afirma Flavia, que além de vender kits pequenos de tingimento natural pra quem quiser reproduzir o processo em casa, ainda recebe de volta as peças antigas dos clientes para upcycle.

Confira as novidades da marca Flavia Aranha em: http://flaviaaranha.com/ 

Foto: Divulgação

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