Pesquisa apresenta a relação que as adolescentes brasileiras estabelecem com a beleza e o feminino

 

Como as meninas da geração Z, nascidas a partir de 1997, vivenciam o feminino e se relacionam com a beleza nos dias de hoje? Essas perguntas motivaram a Qualibest a ouvir meninas de todos os cantos do Brasil, com o intuito de investigar o comportamento das adolescentes brasileiras em contraponto com o das mulheres adultas da geração X, nascidas na década de 1970 para compor a pesquisa “Quem é a nova geração de mulheres?”, publicada recentemente.

A pesquisadora Marta Szilagyi explica ao #ModaInfo que, como as abordagens são digitais, a pesquisa alcançou o Brasil inteiro. “Ao longo dos noves meses da pesquisa realizamos cerca de 1.300 entrevistas, além do acompanhamento digital diário por meio das mídias sociais”, afirma.

 

Liberdade e fluidez

Marta relata que as entrevistas com as meninas revelaram uma consciência coletiva e capacidade de articulação maior do que a das mulheres da geração X. “A maioria repete que ‘lugar de mulher é onde ela quiser’ e essa frase não vem como um chavão. Elas acreditam realmente nisso, embora reconheçam os percalços e os cerceamentos dessa liberdade no convívio social”, revela Marta.

Nesse contexto, a pesquisa demonstra que as áreas de moda e beleza surgem como campos de autoexpressão e diversão para essas adolescentes. “Uma mesma garota se declara romântica e arrojada ao mesmo tempo, a fluidez é muito importante e se manifesta na alternância dos looks, da cor do cabelo e do estilo pessoal”, esclarece a especialista.

A despreocupação em seguir um certo padrão aparece em percentuais. A pesquisa netnográfica revelou que 78% das meninas pintam os cabelos para inovar no visual, sendo que 49% adoram mechas multicoloridas, enquanto que 36% preferem o loiro. “Cabelo loiro é padrão, é uma cor muito apreciada pela geração X, frente a um colorido que tudo pode, com mescla de cores diferentes”, relata.

 

Beleza na diversidade

O cabelo natural é muito valorizado pelas adolescentes, mas é a possibilidade de diversificar que as atrai. “É importante a escolha de um dia ter o cabelo crespo e, no outro, liso se ela quiser, sem ser rotulada por isso”, considera Marta.

A pesquisa também aponta que há uma ressignificação estética por parte da geração Z, sendo que o cabelo bagunçado pode ser tanto um sinônimo de liberdade, quanto de cansaço. A fonte de inspiração vem principalmente da internet, sendo que 80% das meninas acompanham blogueiras, 73% já consultaram tutorias de beleza no Youtube e 35%, no Instagram.

A geração Z se importa menos com os julgamentos dos outros acerca de sua própria imagem do que a geração X, apesar de não ser insensível a isso. Cerca de 49% das mulheres da geração X entrevistadas concorda que ser bela é um diferencial para um relacionamento amoroso, frente a apenas 20% da geração Z. “Elas pensam diferente, mas ainda convivem com os esteriótipos trazidos de heranças culturais”, pondera.

 

Cada vez mais cedo

Cerca de um terço das adolescentes entrevistadas declararam ter começado a realizar procedimentos estéticos como coloração nos cabelos, escova progressiva, limpeza de pele, depilação, manicure e pedicure com cerca de 11 e 12 anos, frente a média de 23 anos da geração X. A média de gastos mensais da geração Z é de R$92 com procedimentos capilares, R$68 com estética facial, R$51 com cuidados com o corpo, R$34 com pedicure e manicure e R$24 com design de sobrancelha.

 

 

 

Foto: Thinkstock

 

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