Déficit da balança comercial diminui 44,97% em relação ao mesmo período em 2015 e chega a US$ 1,52 bilhão

 
 
O 1º semestre deste ano foi favorável à melhora do déficit da balança comercial do setor têxtil e de confecção, de acordo com balanço divulgado pela ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), a qual fechou em US$ 1,52 bilhão, um valor 44,97% menor em relação ao saldo negativo de US$ 2,76 bilhões registrado no mesmo período do ano passado.

A associação destaca o acentuado recuo das importações (-39,12%), de US$ 3,30 bilhões para US$ 2,01 bilhões como o fator principal. Vale observar que as exportações retrocederam 9,11%, caindo de US$ 539 milhões para US$ 490 milhões.

Para Rafael Cervone, presidente da ABIT, o fator cambial ainda age em favor da redução do déficit da balança comercial. “O setor tem feito grande esforço, mesmo em meio à grave crise nacional, no sentido de ganhar mais espaço no mercado interno e sustentar e ampliar as vendas externas”, avalia, enquanto destaca a atuação do Programa de Internacionalização da Indústria da Moda Brasileira (Texbrasil), fruto da parceria entre a ABIT e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), no desenvolvimento de estratégias para conquistar o mercado global.

Produção física

De janeiro a maio de 2016, a indústria de transformação recuou 9,2%, o segmento têxtil caiu 13% e o de confecção retrocedeu 11,6%, em comparação com o mesmo período do ano anterior de acordo com a ABIT.

Emprego

O saldo da geração de empregos no setor têxtil e de vestuário, no período de janeiro a junho de 2016, foi de -8.438 e na indústria de transformação, -139.927.
Na comparação entre junho de 2016 e o mesmo mês de 2015, o setor têxtil e de vestuário somaram 783 postos fechados, contra 8.386.

Investimentos

O desembolso do BNDES para o setor foi de R$ 146,1 milhões de janeiro a março de 2016 contra R$ 291,2 milhões no mesmo período de 2015.
No que tange a importação de máquinas e equipamentos, o 1º semestre, que fechou em US$ 118,16 mi, apresentou queda de cerca de 47,21% em relação ao mesmo período de 2015, em que alcançou a marca de US$ 223,85 mi.

 
Foto: Thinkstock

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