Produção recua 10,5% no período

 

O IEMI (Inteligência de Mercado) lança este mês a 17ª edição do Brasil Têxtil – Relatório Setorial da Indústria Têxtil Brasileira, em que compila informações estatísticas dos principais elos do setor, como fiação, tecelagem, malharia, beneficiamento, não-tecidos e confecção.

Segundo o documento, em 2016, os investimentos no setor cresceram 2,4% quando comparados a 2015, sendo a maior alta no segmento de fiação (3,7%).

Em máquinas e equipamentos, os investimentos no período atingiram R$ 1,7 bilhão, o que representa uma queda de 0,9% em relação aos valores de 2015 e de 27,7% entre 2012 e 2016. Foram os confeccionados que apresentaram a maior alta nos investimentos em máquinas e equipamentos (5,8%) em relação ao ano de 2015.

Confira os destaques do relatório:

 

Relevância do setor na economia

A instituição apurou que, em 2016, a cadeia produtiva têxtil e confeccionista brasileira produziu aproximadamente R$ 137 bilhões, cerca de 6,1% do valor total da produção da indústria brasileira de transformação, e gerou mais de 1,5 milhão de postos de trabalho no período, cerca de 18,3% do total de trabalhadores alocados na produção industrial no ano.

 

Concentração no eixo sul-sudeste 

Nota-se concentração do setor nas regiões sul e sudeste, que correspondem juntas a 80% das ocupações de postos de trabalho na cadeia produtiva. Nordeste responde por 14%, centro-oeste, 5%, e norte, cerca de 1%.

 

Recuo na produção

Entre 2012 e 2016, o número de unidades produtivas em atividade no segmento têxtil recuou 10,5%. Fiações e malharias foram as linhas que mais recuaram, com queda de 16,6% e 14,7%, respectivamente.

O segmento de confecções teve uma perda de 10,9% no número de unidades produtoras, entre 2012 e 2016, sendo meias e acessórios a linha que mais teve recuo, com queda de 21,6%. Por outro lado, a linha lar apresentou uma queda menor, de apenas 2,7%. Em termos de pessoal ocupado, entre 2012 e 2016, houve queda de 11,2% nos segmentos têxteis e de 5,9% nos confeccionados.

 

Alta no investimento

Os investimentos totais realizados na cadeia têxtil em 2016, em modernização e/ou ampliação da capacidade produtiva (máquinas, instalações, treinamento, etc.), estimados pelo IEMI, chegaram a cerca de R$ 3 bilhões, o que representa uma alta de 2,4% sobre os valores investidos em 2015. Embora, considerando que houve queda de 37,1% em relação a 2012, o setor começa a esboçar uma reação de retomada.

 

Foto: Divulgação

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