A terra do sol nascente é fonte de inspiração para o segmento até a próxima temporada de jogos olímpicos em Tóquio, destaca consultor do SMI

 

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Maurício Lobo, Helson Andrade, Augustina Comas, Jussara Maturo e Cristiane Ruiz

Sempre democrático e jovem, o jeanswear veio na primeira edição do #ModaInfo 2017, em 28/3, com tudo na Arena Denim, que colocou na roda discussões sobre negócios, inovação, cultura e sustentabilidade em torno da produção do tecido, uma especialidade nacional.

Participaram da conversa a estilista Augustina Comas, que trabalha com upcycling em sua marca de mesmo nome, o empresário Helson Andrade, da Lavanderia Acqua Doce, Jussara Maturo, do GBL Jeans e Cristiane Ruiz, coordenadora de produto da Calvin Klein para o Brasil.

 

Sol Nascente x Erosion

A inspiração para a temporada vem do outro lado do mundo, acredita o consultor de moda Maurício Lobo, que capitaneou a arena.  Isso porque o Japão é palco das olimpíadas de 2020 e é, nas palavras do especialista, uma vanguarda no jeanswear.

“A terra do sol nascente se destaca no denim pelos processos artesanais de confecção, o decorativismo, as sobreposições e as formas amplas”, explica Maurício, que colocou no radar a pesquisa que a Nike está fazendo por lá para desenvolver o tênis da delegação norte-americana no tecido para a próxima temporada de jogos, “muitas marcas seguirão essa tendência”, avalia.

O especialista continua explorando as inúmeras possibilidades de diferenciação no jeanswear por meio das lavagens no conceito Erosion, que imprime no tecido formas que lembram raios, ondas do mar, nuvens e diferentes fenômenos naturais. “Vale tudo, desde aplicações em foil até tingimento em tie dye, além de desgastes estratégicos nas peças”, acredita.

 

Mercado Nacional

Cristiane revela que a label, que possui fábrica no país, precisou adaptar os shapes das cobiçadas calças jeans para as mulheres brasileiras, que possuem mais curvas do que as americanas. “Por aqui, os campeões de vendas são os modelos skinny, flare e legging, agora com cintura mais alta, além das apostas no cropped e mom“, explica Cristiane.

Helson chamou a atenção para a nova realidade da cadeia industrial da moda, que agora, por conta da crise e da alta do dólar, concentram suas atividades no país  e, por consequência, precisam atender a exigências da nossa legislação relacionadas à sustentabilidade.  “Nossa empresa tem todo um cuidado com a sustentabilidade, que vai desde o respeito ao meio ambiente ao cumprimento da legislação trabalhista. Isso coloca em desvantagem os produtos importados, que agora nem por preço estão competindo”, afirma.

 

Fotos: Agência Fotosite/ reprodução

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