Você se considera feminista? Se acredita na igualdade entre gêneros, pode considerar que sim

O ano de 2015 ficará marcado por campanhas globais que chamaram a atenção para a luta por igualdade de gêneros, a causa feminista.  As campanhas, que se tornaram virais, como as ações #chegadefiufiu, #meuamigosecreto e #primeiroassedio, conectaram mulheres do Brasil inteiro por meio compartilhamento de suas experiências, encorajando a denúncia de situações de assédio e violência, “o feminismo invadiu as ruas, as rodas de conversa, mas, principalmente, a vida de muitas mulheres que nunca antes imaginaram que assim se reconheceriam”, afirma Luíse Bello, diretora de conteúdo da Think Olga no site da ONG.

Feminismo: deriva do movimento articulado na Europa, no século XIX, com o intuito de conquistar a equiparação dos direitos sociais e políticos de ambos os sexos, por considerar que as mulheres são iguais aos homens e devem ter acesso irrestrito às mesmas oportunidades.

Dicionário Michaelis

 

Karol Conka, rapper dona dos hits Tombei e É o Poder

Karol Conka, rapper feminista dona dos hits Tombei e É o Poder/ Foto: Divulgação

No ano em que o feminicídio virou crime hediondo, o tema da redação do Enem, “a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, gerou cerca de 106 mil posts nas redes sociais, atingindo os Trending Topics no Twitter. A edição especial da revista Elle sobre o tema, lançada em dezembro, trouxe quatro opções diferentes de capas, com alertas sobre o preconceito contra trajes femininos, como a reivindicação minha roupa não é um convite. “As mulheres conquistaram seu espaço no mercado e, hoje, exploram sua feminilidade também em looks sensuais, assim como os movimentos feministas fizeram ao queimarem sutiãs nos anos 60, trata-se de uma transgressão ao avesso”, explica Wellington Mendes, docente de produção de moda do Senac Lapa Faustolo.

 

 

Além da relação binária homem x mulher

O ator Eddie Redmayne em 'A Garota Dinamarquesa'/ Foto: Divulgação

O ator Eddie Redmayne em ‘A Garota Dinamarquesa’/ Foto: Divulgação

A discussão abrangeu também o combate à transfobia e homofobia e o mundo da moda assistiu à criação da Apple Model Management, primeira agência de modelos trans, em Los Angeles. A aguardada estreia do filme A Garota Dinamarquesa, prevista para fevereiro de 2016, conta a história de Lili Elbe, que nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de redesignação de sexo e narra seu relacionamento amoroso com sua esposa Gerda e a autodescoberta como mulher no início do século XX.

E por falar em cinema, o lançamento do sétimo filme da franquia bilionária Star Wars, O Despertar da Força, protagonizado por uma mulher, gerou burburinhos na mídia em torno da figura feminina de Rey. A saga é conhecida por explorar a força feminina em suas personagens, como as consagradas Padmé Amidala e Princesa Leia, esta última de volta à série no longa.

 

Pôster do filme As Sufragistas / Divulgação

Pôster do filme As Sufragistas / Foto: Divulgação

Na véspera de Natal, chegam as Sufragistas para dividirem as telonas com a Space Opera de George Lucas. O roteiro, baseado em fatos reais, conta a história do grupo militante que decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, por exemplo, para conquistar o direito ao voto das mulheres, no início do século XX, no Reino Unido.

 

Números do engajamento:

Os movimentos pró-feminismo foram mensuradas no ambiente virtual pela Think Olga e a Agência Ideal. Se, por um lado, os números atestam a desigualdade de gênero na sociedade, por outro, reforçam a necessidade de falar sobre o assunto. “Para além deles, existem incontáveis histórias de mulheres que se libertaram, fizeram denúncias, lutaram contra fantasmas, retomaram suas próprias narrativas, buscaram ajuda e ajudaram outras mulheres a se libertar também. Essas não cabem no infográfico. De algumas, jamais ouviremos falar. Mas não existe nada mais gratificante que a mera noção de que é isso, também, que esses números representam”, ressalta Luíse.

Confira o infográfico abaixo:

 

think olga grafico

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