“À mostra como parte fundamental dos looks, a underwear deixou de ser apenas roupa de baixo faz tempo”, afirma Edson Batista, docente do Senac

 

Destaque nas passarelas do Brasil e exterior, a utilização dos recortes de modelagem da lingerie nas “roupas de cima” não é novidade na moda de rua, reinterpretada em peças sensuais com aplicação de rendas, sobreposição com transparência, bojos  meia-taça e pele de fora, na avaliação de Edson Batista, docente do curso de Modelagem e Confecção de Lingerie do Senac Lapa Faustolo.

“Historicamente, as roupas de baixo sempre deram pinta, inclusive quando pensamos em tecidos, como o lançamento do tailleur em jersey pela Chanel durante a 2ª Guerra Mundial. Na época, foi a solução que ela encontrou para driblar a escassez de tecidos, mas hoje é um clássico”, afirma Letícia Diniz, docente de estilismo da unidade.

Se a ideia é confeccionar lingeries que irão compor os looks das clientes, a especialista avalia que é necessário fazer um recorte das tendências do vestuário para as peças, considerando cores da temporada, aviamentos e tecidos mais nobres, como veludo e seda, por exemplo.

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Wellington Mendes, docente de produção de moda, completa com as possibilidades da tendência nas ruas, que aparecem em looks para noite ou para o dia em strappy bras (sutiãs de tiras), corpetes, vestidos e blusas com bojo e alças fininhas, além da moda praia, que explora cada vez mais os recortes de lingerie, como os chamados biquinis 3D. “As mulheres conquistaram seu espaço no mercado e, hoje, exploram sua feminilidade deixando o underwear à mostra, assim como os movimentos feministas fizeram ao queimarem sutiãs nos anos 60, trata-se de uma transgressão ao avesso”, conclui.

 

Fotos: Marcella Ferrari

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