Volta dos blocos de carnaval de rua impulsiona lançamentos de coleções-cápsula para os foliões

 

Em alta nos últimos 5 anos, o fenômeno do carnaval de rua está de volta. Apenas na cidade de São Paulo, mais de 3 milhões de foliões participaram do esquenta para o maior feriado do calendário nacional, de acordo com a prefeitura. Para se ter uma ideia, ano passado, esse número correspondeu ao total de público nos três finais de semana do evento.

E além de ser uma grande festa, o carnaval é uma oportunidade de negócios. Dados divulgados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio) indicam que o turismo deva movimentar cerca de R$6,25 bilhões no período, dos quais os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo devem responder por 62%, seguidos por Minas Gerais, Bahia, Ceará e Pernambuco.

De acordo com a CNC, este será o melhor resultado dos dois últimos anos, após os tombos de 13,9% em 2016 e de 7,2% em 2017. Wellington Mendes, docente de moda do Senac Lapa Faustolo, conta que não perde um carnaval e, só neste ano, já participou de mais de três festas de esquenta. “O carnaval de rua vem tomando força na cidade de uns cinco anos pra cá e a moda reage a isso lançando minicoleções inspiradas dos hits da internet. Também tenho observado muita gente faturando com a customização de camisetas na hora perto dos blocos, é uma iniciativa superinteressante de economia criativa”, afirma.

De olho nesse mercado, as marcas de moda vêm investindo em coleções-cápsula de fantasias irreverentes e divertidas para o público, como a C&A que desde 2016 lança looks específicos para os foliões e explica que sua estratégia é ter roupas bonitas, divertidas e que caibam no bolso.

Segundo o magazine, o carnaval de rua valoriza o improviso, então uma camiseta com uma estampa diferente pode se transformar em fantasia, por exemplo. “As mulheres também gostam de investir em acessórios para os cabelos, brilhos, e, por causa do calor, shorts são quase obrigatórios”, diz a C&A, que aposta nos bodys estampados e fantasias para se usar em grupo, como Power Rangers, além de unicórnios, super-heróis e heroínas, sereias, hits há algumas temporadas.

Outro item que promete ter seu lugar garantido na folia são as pochetes, ícone dos anos 1980 e 1990. “ Sem dúvida, as pochetes voltaram com toda força no Carnaval deste ano e é o principal produto buscado na nossa plataforma, explica Julia Rueff, gerente de varejo do Mercado Livre, que continua, “identificamos um aumento de 150% na procura por esses acessórios em janeiro em comparação ao mês anterior, sendo mais buscadas pochetes femininas, holográficas e de corrida”, finaliza.

Fervo também é luta

Seja inspirados em memes (alô, Jojo Toddynho), ou em blockbusters como a Mulher Maravilha, dos looks DYI às vitrines das lojas se vê a profusão de looks que delineam o corpo com frases feministas, no melhor estilo meu corpo, minhas regras. Como deixa claro o bloco Acadêmicos do Baixa Augusta, que juntou 1 milhão de pessoas ontem no centro de SP com o mote #ÉProibidoProibir, #fervotambéméluta.

Essa é uma outra tendência de comportamento importante para se prestar atenção, pois das campanhas de combate ao racismo e machismo durante o carnaval, nasceram blocos de rua como o Pagu, Ilú Obá de Min e Siriricando, em que, da bateria ao enredo, mulheres são protagonistas.

Acompanhe a programação oficial de algumas cidades e divirta-se:

 

Recife e Olinda

Rio de Janeiro

São Paulo

Salvador 

Ouro Preto

Foto em destaque: Divulgação Prefeitura de SP

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