Coolhunter fala sobre representatividade na moda

O look branco escolhido pela coolhunter Magá Moura para apresentar o Senac Moda Informação 2017 ed.2 foi uma escolha discreta quando comparada aos visuais multicoloridos que ela mostra diariamente para os mais de 180 mil seguidores no instagram.

Por lá, a baiana closeyra que ganhou o mundo após chamar a atenção da mídia fashionista na Semana de Moda de Londres, em 2014, mostra suas descobertas ao redor do globo e faz coro à geração tombamento, que utiliza elementos estéticos como manifestação política da maioria negra do nosso país, em cliques que revelam traços do seu estilo lúdico, como sneakers, color-blocking, perucas e brincos de boneca.

Uma das referências para os looks desfilados por ela é o afro-futurismo, movimento surgido nos Estados Unidos nos anos 1980, em alta hoje em dia principalmente por conta do festival norte-americano Afropunk, no qual Magá é sempre presença garantida.

Ao #ModaInfo, Magá falou sobre a importância da representatividade na moda como fenômeno de autoexpressão, ou “clôsy” uma de suas marcas registradas.  Sua fala é extremamente importante em um momento em que tanto se discute os efeitos da diáspora num país como o Brasil, que impôs o “embranquecimento” da sua história por tantos séculos, reforçando discussões globais sobre o resgate da ancestralidade negra, que já surtem efeito em produções de peso da indústria do entretenimento como o filme Pantera Negra, que estreia por aqui em 19/2.

Assista ao nosso ping-pong com a Magá Moura:

Foto em destaque: Marcella Ferrari Boscolo

Edição e finalização  do vídeo: Anselmo Munir

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