Criptomoedas já são realidade em diversos segmentos do consumo

 

Carros, viagens, alimentação e até mesmo roupas podem ser adquiridos por aqui com criptomoedas em transações virtuais, sendo o bitcoin, moeda pioneira nesse mercado, a mais conhecida.

Basta uma consulta no guia on-line www.coinmap.org para ver quais estabelecimentos próximos a você aceitam esse método inovador de pagamento. Apenas na cidade de São Paulo, mais de 60 empresas já trabalham com criptomoedas, que são um tipo de moeda virtual que utiliza a criptografia para garantir segurança em transações financeiras on-line.

Da mesma forma que a moeda tradicional possui números de série ou listras ocultas em seu interior para evitar falsificações, a criptomoeda também utiliza códigos que são muito difíceis de quebrar, os protocolos de segurança de blockchain.

Este ano, a marca carioca Reserva anunciou sua adesão pioneira ao bitcoin no meio fashion e reacendeu a discussão sobre prós e contras desse método de pagamento, que não é controlado pelo Banco Central, mas cujos rendimentos devem ser declarados no imposto de renda.

“Com os bitcoins, é possível ganhar dinheiro muito rápido, mas o risco da aplicação é alto também, pois o câmbio tem altos e baixos constantes”, comenta o economista Joelson Sampaio, professor da Fecap especializado em finanças. Apenas em janeiro, a cotação de bitcoins caiu de US$19 mil para US$ 10 mil, uma baixa de 48%, após o período de 597% de inflação no acumulado de 2017, influenciada pela especulação do mercado (confira o câmbio das criptomoedas em tempo real aqui).

Para não perder dinheiro, dica do economista é que os novos investidores acompanhem constantemente o mercado das criptomoedas, que são negociadas por corretoras filiadas à CVM (Comissão de Valores Imobiliários), e tenham uma tolerância alta a perdas, além de diversificarem os investimentos. “A especulação em torno dessas moedas é alta mas, mesmo assim, já lucrei 200% do valor que investi nos últimos dois anos”, explica Joel.

Para lidar com a flutuação cambial, Rodrigo Berutti, gerente de tecnologia da Reserva, conta para o #ModaInfo que as transações da marca são intermediadas por uma empresa que recebe várias formas de pagamento on-line, com o valor em reais convertido para bitcoins na hora da compra. “Todo o processo é feito em reais e no momento que o cliente finaliza o pedido, convertemos o valor em real para Bitcoin. A partir dai, o cliente tem 30 minutos para transferir a quantia de Bitcoins da carteira dele para a nossa. Se esse processo não acontecer, o pedido é automaticamente cancelado”, explica.

A Reserva é presença marcada na Arena de tendências aplicadas do próximo #ModaInfo, que acontece em 5/4, no Centro Cultural B_arco.

E aí, se animou para investir em criptomoedas? Conta pra gente!

 

 

Comentários

Comentários