Evento reuniu 70 marcas dos segmento lingerie, moda praia e fitness em São Paulo

Queridinha dos atletas de alta performance, a poliamida vem se consolidando como a grande coringa na confecção de lingerie, moda praia e fitness, cada vez mais impactada pela onda dos tecidos inteligentes.

Isso por conta do investimento da indústria têxtil na fibra, que além de ser leve e macia, incorpora características bioativas como o estímulo da pressão sanguínea, hidratação da pele e controle de proliferação de bactérias no corpo, demandas do universo esportivo que caem como uma luva para o grande público.

Prova disso é que o fio marcou presença nas coleções de quase todos os 70 estandes do Salão Moda Brasil, principal evento do trade na América Latina, que aconteceu esta semana em São Paulo.

A Rhodia, por exemplo, aproveitou a edição da feira para divulgar seu mais novo lançamento, o Amni Mescla Shine, a versão do fio de poliamida biodegradável da marca que recebe o pigmento antes da fiação, reduzindo em 75% o volume de água e energia elétrica necessários para tingir os fios no método convencional de produção. Estratégia parecida com a da Lycra, que lançou a linha black do seu famoso elastano, que dispensa a etapa de tingimento.

“Essa demanda surgiu para nós na época da crise hídrica, em que os clientes nos pediam alternativas para lidar com a escassez de água”, relembra Zuleica Ferreira, engenheira têxtil da label, que continua, “em 2015, lançamos o fio branco, pensando na produção de underwear, e agora, temos também algumas cores com acabamento acetinado, o que amplia a utilização para moda praia e fitness”.

Tamanha versatilidade da matéria-prima acompanha a diversidade dos segmentos em pauta no salão, uma vez que a lingerie tem hoje uma conotação de outerwear, o fitness e a moda praia aparecem cada vez no guarda-roupa casual das pessoas.

“Hoje em dia, vemos uma grande fusão de estilos. Às vezes, fica tão difícil classificar se um tecido é mais indicado para moda praia ou fitness, que acabamos adotando os dois segmentos”, analisa Sarina Kutnikas, diretora de criação da Berlan, marca que adotou o bordão “smart is the new pretty (inteligência é o novo belo)”, de olho no sucesso dos tecidos tecnológicos.

 

Dados de consumo do segmento de lingerie

No cenário mundial, o lingerie movimenta mais de US$ 30 bilhões por ano. “No Brasil o setor de moda íntima representa cerca de 4 mil confecções espalhadas de Norte a Sul e já foi comprovado que 28% das mulheres brasileiras gastam seu salário com lingeries novas”, acrescenta Ana Flores, diretora do Salão Moda Brasil.

Outro dado interessante é que, segundo o IEMI, entre 2014 e 2017, as mulheres compraram menos lingerie, porém com maior frequência e gastando mais. E o principal grupo consumidor foi a classe B e C, que corresponde a 62% da população e 70% do consumo de vestuário.

 

Imagem em destaque: Divulgação

 

Comentários

Comentários