Enquanto a discussão sobre o que é arte nos espaços urbanos parece nunca ter fim, os olhares atentos dos alunos de fotografia do Senac Penha eternizaram em suas lentes o afeto que lambe-lambes, grafites, pichos e dança imprimem em São Paulo.

Na coleção de fotos reunida pela docente Inês Correa no início do ano, é às intervenções que cabe o protagonismo, uma proposta contemporânea que subverte cadeiras convencionais da fotografia de linguagem e composição, humanizando esses registros, como quem contempla as emoções contidas nas expressões que são um dos símbolos da maior metrópole da América Latina.

“Os alunos foram instigados pela arte de rua dos anos 1970-80, além de modos diferentes de operar no universo urbano, observando os trabalhos dos fotógrafos Robert Doisneau, conhecido por suas fotografias produzidas nas ruas de Paris no século XX e Henry Cartier-Bresson, fundador da agência Magnum”, explica Inês.

A docente conta que, enquanto descobriam o equipamento e mergulhavam na história, a vida do lado de fora trouxe o fermento para o trabalho, época em que as paredes da avenida 23 de maio foram pintadas de cinza a fim de retirar os grafites. “A polêmica mais uma vez estimulou o grupo, foi como pólvora, provocou o desejo de fotografar mais e mais na rua para guardar na memória todos os muros que ainda restavam ou que haviam sobrevivido”, revela.

Confira:

Ficha técnica:

Curadoria e orientação
Inês Correa

Fotografia
Juliana Motoki
Marina Lima
Matheus de Souza
Paula Carnaval
Regina Vasconcellos
Renata Moraes
Ronaldo Rodrigues

 

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