Evento aconteceu no auditório do Senac Lapa Faustolo e contou com cerca de 300 pessoas entre profissionais da indústria e varejo de moda

 

Renata Abranchs, em parceria com a Rhodia, apresentou no final de outubro suas apostas para o Verão 2017 durante o Encontro de Moda, para inspirar a indústria brasileira e o fazer nacional entre as marcas e confecções locais.

Com uma visão realista, mas sempre entusiasmada, Renata abriu o encontro falando sobre a necessidade de consumir moda de maneira mais consciente em um momento de incertezas para a economia mundial. “Essa crise é uma realidade, apenas as empresas muito boas e conscientes do seu trabalho irão sobreviver. O mundo está mudando e as pessoas tendem a consumir peças com mais qualidade e que sejam funcionais, temos que nos reenquadrar”, comentou a consultora de moda.

“Ligar as antenas para absolutamente tudo e todos que nos cercam é fundamental, num segundo momento, é preciso decodificar e organizar as informações, sobretudo as sincronicidades do mundo, entendendo as direções que se desenham a partir delas”, comenta Renata, que usou destaques das passarelas nacionais e internacionais para elencar quatro comportamentos emergentes para a estação, são eles:

Welcome, em que tapeçarias, trama rústicas e inacabadas, franjas, peças desfiadas e várias culturas se misturam; “a palavra de ordem deste perfil é aconchego, é a valorização do étnico no meio urbano, a mistura de tramas artesanais com tecidos tecnológicos”, explica a consultora.

Nua e Crua, retrato dos movimentos ativistas pós feministas, o tema externaliza o tabu da sensualidade para a moda com naturalidade, muitas transparências, rendas, decotes e pele de fora. “Costumo brincar que, nesse tema, as mulheres saem de casa para cumprir seus compromissos com o mesmo look que acordaram depois de uma noite de amor. É permitido ser sexy sim, nós (mulheres) conquistamos isso e queremos provar”, declara Renata

Bon Vivant, caracterizado pela busca do prazer hedonista, sem culpa nenhuma, o Bom Vivant traz a mistura do tempero latino com babados, tecidos floridos com respiro em fundo escuro e claro, além de lenços e flores de plásticos nos acessórios.
“Ele não se engaja em causas sociais como os outros, quer aproveitar a vida e é otimista, seus looks são divertidos e flertam com o kitsch”, avalia a especialista.

Coolectivos, junção das palavras cool e coletivo, presentes em movimentos de cocriação, coworking e compartilhamento, esse tema permite tudo, é definido como indecifrável pela consultora, mas tem fortes raízes com as tendências nerd e street style. “Aqui tem a pegada do DIY, da composição de looks com roupas de segunda mão, é uma reinterpretação do Old School com a valorização da economia colaborativa”, finaliza Renata.

 

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