Ano novo, vida nova

O início de um ciclo sempre pede renovação de energias e revisão de objetivos.

Não por acaso, muita gente aproveita a época para substituir os looks do guarda-roupa e, com isso, descartar as escolhas anteriores para reforçar a ideia de retomada, uma atitude amplamente endossada pela indústria a moda, sempre voltada ao consumo do novo.

As consequências desse descarte programado em larga escala são inúmeras. Além do impacto ambiental e social, há também um esforço por parte de toda a cadeia fashion para produzir a moda da vez.

Afinal de contas, o planeta ainda aguenta produzir tanto? O que fazer com o excedente das coleções de moda parado em estoque? “A cada cinco minutos, 10 mil peças de roupas que nunca foram usadas são jogadas fora no mundo”, analisa a estilista Gabriela Mazepa, idealizadora do Re-Roupa, especializada em upcycling.

Atentos a isso, novos modelos de negócio de moda tem se especializado em proporcionar ao cliente a experiência de usufruir sem possuir, ampliando assim o alcance das conhecidas “trocas entre amigos”, como o caso da Roupateca, serviço de assinatura mensal de roupas semelhante ao Netflix, cuja trajetória a cofundadora Dani Ribeiro contou para os participantes no último #ModaInfo.

Fundada em 2015, a Roupateca funciona assim, você escolhe um plano de assinatura e pode retirar até seis peças de roupa por vez, com as quais pode ficar por até dez dias. O acervo tem curadoria da equipe, que garante o bom estado de conservação dos looks. “Estamos num momento educacional de provocar a possibilidade de novas relações das pessoas com as roupas que consomem”, avalia Dani.

Confira o ping-pong com ela no #ModaInfo:

 

Foto em destaque: Thinkstock

Edição e finalização do vídeo: Anselmo Munir

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