Confira os destaques da temporada de moda masculina italiana para o inverno 19/20

 

Característica do nosso tempo, a mescla de elementos da alfaiataria com o street e o esportivo na construção de looks masculinos já tem seu lugar cativo nas apostas desfiladas pela maioria das marcas nas semanas de moda e, com a edição de Milão, que aconteceu entre 13 e 17/01, não foi diferente.

Claro que, em solo italiano, a demanda por elegância e praticidade vem sempre com um toque extravagante dada à carga dramática cultural do país que possui os homens mais dedicados aos cuidados com a própria aparência no mundo que, na nossa leitura, veio nessa temporada nos diálogos propostos pelas marcas com itens-chave da moda feminina.

Seja na recorrente transparência dos looks, que fizeram as vezes de meras nuances sobre a pele nua revelada, ou na escolha de tecidos brilhantes, lantejoulas e rendas, os designers propuseram a experiência da masculinidade para além da armadura convencional do black tie ou das peças funcionais no MFW Men’s (Milan Fashion Week), estimulando a sensibilidade do homem com mais variáveis da sua existência.

Essa tendência de fluidez não é em si uma novidade, entra e sai de moda desde os anos 1970, mas nos últimos anos poderia ser interpretada como uma reconexão do homem com seu lado feminino num momento em que há um movimento global de denúncias sobre assédio e machismo.

Marcas como Les Hommes, Frankie Morello e Versace colocaram o corpo do homem pra jogo, utilizando materiais como o plástico para criar o efeito translúcido que comentamos acima, assim como a Fendi, que parece buscar a atenção do público conectado com o efeito de mostra e esconde na moda propondo camisas e ternos de organza.

A Numero 21 trouxe erotismo e ambiguidade à tona inspirando-se no clima de camaradagem entre marinheiros do filme Querelle, de 1982, numa releitura nada óbvia sobre o navy que flerta com elementos de BDSM, também celebrado pela Versace.

 

Confira a seleção de looks realizada pelo #ModaInfo:

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