Parceria inédita entre Abit, Abvtex e agência da ONU pretende alinhar processos produtivos do segmento no Brasil com práticas sustentáveis

 

No final de junho, a OIT (Organização Internacional do Trabalho), ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) e Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) lançaram a primeira ação do Laboratório de Moda Sustentável, que se constitui em rodadas de discussão do cenário atual e possibilidades de transformação para o setor têxtil no Brasil em diversos encontros até abril de 2018.

A iniciativa, facilitada pelo instituto norte-americano Reos, recebeu o apoio financeiro de R$1,3 milhão do Instituto C&A e reuniu um grupo focal de 35 líderes do segmento, como varejistas, indústrias, sindicatos, setor público, acadêmico e sociedade civil para discutir soluções para temas como a informalidade nesse mercado, condições de trabalho precarizado ou forçado, além de questões ambientais, sociais e de consumo.

“Esperamos alcançar impactos positivos no futuro da moda no Brasil que reverberem por até 10 anos”, afirma Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX.

Entre os pontos de discussão, estão os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da agenda da ONU (Organização das Nações Unidas), como melhores condições de vida e trabalho no setor, com destaque às questões de gênero, rentabilidade das PMEs (Pequenas e Médias Empresas), conscientização dos consumidores, disponibilização de recursos financeiros para soluções de impacto, maior diversificação e inovação industrial recursos naturais e serviços e políticas públicas favoráveis ao desenvolvimento sustentável do setor.

“A indústria têxtil e do vestuário é um setor importante no mundo e no Brasil, empregando 1,7 milhões de trabalhadores na produção”, observa o diretor da OIT no Brasil, Peter Poschen, que continua, “a OIT está engajada em muitos países do mundo para ajudar os atores dessa cadeia de valor a melhorar as condições de trabalho, aumentar a produtividade e a renda e reduzir os impactos ambientais”.

Sobre o laboratório, Fernando Pimentel, presidente da Abit, entidade que representa mais de 30 mil empresas de têxteis e de confecção no Brasil, chama a atenção para a valorização da produção nacional. “É uma agenda positiva e convergente com os nossos estudos sobre a Quarta Revolução Industrial do Setor Têxtil e de Confecção, com o Programa de Certificação “Selo Qual” e com nossa inserção na Cadeia Global de Valor. Entendemos que a questão do compliance, será cada vez mais um tema de alcance, discussão e solução mundial, de forma a promover os melhores valores e mitigar a concorrência desleal”, finaliza.

 

Imagem em destaque: Divulgação.

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