Durante o mês de agosto, o Texbrasil percorre praias portuguesas com fashion truck para promoção da moda praia nacional

 

Focado na internacionalização e exportação da moda brasileira há 16 anos, o Texbrasil (Programa de Internacionalização da Indústria da Moda Brasileira), está percorrendo desde o início do mês as praias da região de Algarve, em Portugal, com o fashion truck, uma pop-up store itinerante que promove marcas nacionais como Adriana Degreas, Farm, Triya e Poko Pano para o cliente final, com expectativa de faturamento de USD 770 mil para a temporada.

Essa é a segunda edição da ação, que no ano passado foi realizada durante três meses na região da Riviera Francesa, também na época do verão europeu, e faturou USD 2,3 milhões.

“Nós poderíamos ter optado por continuar na região, mas, infelizmente, verificamos que os ataques terroristas no país afastaram o nosso público-alvo da região. Como Portugal é o nosso terceiro maior mercado, atrás apenas dos EUA e da França, decidimos realizar o fashion truck por lá dessa vez”, afirma Lilian Kaddissi, gerente executiva do Programa, que já apoiou cerca de 1.500 empresas e hoje atende 2/3 da pauta exportadora dos setores têxtil e de vestuário nacionais.

A executiva explica que Europa é um mercado estratégico e desafiador para o Texbrasil, que utiliza a visibilidade da moda praia brasileira no exterior como chamariz para a experimentação de outros segmentos potenciais, como o de moda festa. “Além do beachwear, vitrine das cores e lifestyle do brasileiro, as roupas de festa se tornam muito atrativas por conta da nossa forte pegada artesanal”, enfatiza.

A ação integra o calendário bianual do Texbrasil, que conta com verba de R$45 milhões e vai até outubro, para auxiliar a moda brasileira a conquistar o mercado global, além de desenvolver serviços de inteligência competitiva para as marcas, consultoria e apoio customizados para a contratação de showrooms e assessoria de imprensa internacional. “Nossas peças estão à venda também durante todo o ano no site www.brazilianbikinishop.com, parceiro do Programa no exterior”, conta Lilian.

Dados do Programa apontam o segmento têxtil como responsável por 56,91% das exportações do setor em 2015, seguido pelo de não tecidos (23,57%), de confecção (18,96%), dividido entre vestuário (11,29%) e roupas de cama (7,49%) e as categorias de insumos, acessórios e máquinas com 0,5%.

 

Preço x design de produto

Apesar de os biquínis brasileiros custarem em média 60% mais caro do que o de marcas europeias de beachwear, como a Calzedonia, Lilian destaca a consultoria prestada pelo Texbrasil no posicionamento das marcas brasileiras no exterior pela qualidade do design, “ainda não possuímos acordos comerciais que facilitem a entrada dos produtos nacionais sem taxação de impostos, então orientamos as marcas a competirem na qualidade, já que nossos produtos são mais caros do que os asiáticos, turcos e colombianos, mas possuem design e durabilidade superiores”, finaliza a executiva.

 

Resultados

De acordo com o balanço divulgado pelo Texbrasil, em 2015, as empresas de vestuário atendidas pelo programa tiveram desempenho 10% melhor nas exportações quando comparadas com as empresas brasileiras não participantes, valores não são divulgados.

 

Foto: Agência Fotosite

Comentários

Comentários