Com foco em projetos de co-branding, marcas nacionais marcaram presença pela primeira vez no SXSW, um dos maiores eventos de inovação do mundo

 

 

De 11 a 15 de março, nove marcas brasileiras estiveram presentes em um dos maiores eventos de economia criativa do mundo, o South by Southwest (SXSW), realizado em Austin (EUA) por meio do Collabr, novo projeto da Texbrasil, que levou a moda de Adriana Degreas, Farm, Helen Rödel, Isolda, Neon, Pat Bo, Pedro Lourenco, Ronaldo Fraga e Trendt ao público internacional presente no evento.

O projeto tem como foco viabilizar contratos de licenciamento, co-branding e coleções cápsula para empresas como Nike, Target, Bed Bath & Beyond, MAC, Nars e Vans. “Percebemos o co-branding como uma área que pode gerar muitas oportunidades para os estilistas brasileiros, pois eles conseguem se aliar a grandes empresas internacionais, gerando boas possibilidades de negócios”, destaca Evilásio Miranda, gerente de Moda & Design do Texbrasil.

Para este piloto, a seleção de marcas, feita em parceria com a Abest (Associação Brasileira dos Estilistas), buscou garantir designers com forte identidade e que já tenham um portfólio de projetos de co-branding. “A ideia é expandir esse grupo nos próximos anos”, afirma o executivo.

 

Além da roupa

A intenção de criar parcerias entre as marcas com o Collabr não se limita ao vestuário. “Acreditamos que o potencial criativo da moda brasileira é tão grande que pode ir muito além da roupa. No Brasil, muitos estilistas já desenvolvem projetos para outras indústrias, desde móveis até alimentos”, explica Evilásio.

O projeto é uma das iniciativas integrantes do #brasilatSXSW, conjunto de ações da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para a promoção das indústrias criativas brasileiras no South by Southwest. “Por se tratar de um projeto experimental, com foco em networking, não esperamos um retorno imediato de negócios, mas que a ação ajude a construir caminhos para futuras colaborações”, ressalta Evilásio.

Isabel Fontoura, Gestora do Texbrasil na Apex-Brasil, considera o projeto uma inovação ao trabalhar a transversalidade de iniciativas de promoção internacional. “O Collabr, um projeto do segmento de moda, vai usar uma plataforma do setor de economia criativa com grande potencial para as marcas crescerem e ganharem visibilidade no mercado norte-americano, além de fomentar parcerias com marcas locais”, destaca.

 

Perspectiva de exportações para a moda brasileira 

Dados da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), revelam que, em 2015, as importações de têxteis e confeccionados tiveram queda de 17,4% (US$ 5,85 bi) e as exportações diminuíram 8,2% (US$ 1,08 bi). Já o déficit na balança comercial foi de US$ 4,8 bi, número 18,6% menor que o registrado em 2014 (US$ 5,9 bi).

Deste total, uma pequena fatia corresponde às exportações de produtos do Programa Fashion Label Brasil, promovido pela ABEST junto à APEX-Brasil, que, em 2015, totalizaram negócios na ordem de US$ 12,4 milhões, o que representa 6,5% das exportações do setor que engloba os segmentos de roupas, calçados e acessórios e um crescimento de 9,5% em 2015 em relação à 2014.

Para 2016, a perspectiva da Texbrasil é que o déficit da balança comercial seja de US$ 3,4 bi, com uma queda de 22,4% (US$ 4,5 bi) nas importações e um aumento de 1,5% (US$ 1,1 bi) nas exportações de têxteis e confeccionados.

A recuperação econômica de países como os Estados Unidos ao mesmo tempo em que o mercado interno brasileiro se retrai são fatores que contribuem para melhorar o processo de exportação do produto nacional, de acordo com a Texbrasil, que revela que o país lidera o ranking de exportações da moda brasileira junto à Argentina, Uruguai, Paraguai e México.

Foto: Agência Fotosite

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