Fortaleça sua marca de moda no ambiente on-line com ações de branding e adesão ao ambiente mobile

Rafael Campion, Líder de Inteligência de Mercado do Google Brasil

Rafael Campion, Líder de Inteligência de Mercado do Google Brasil

Com crescimento nominal de 7,4% e faturamento de R$44 milhões, o comércio eletrônico foi um dos únicos setores a remar na contramão na crise em 2016, de acordo com dados do 35º Webshoppers, que compara o índice ao do varejo físico, que retraiu mais de 10% nos últimos dois anos.

Fatores como a adesão do consumidor ao comércio mobile, meio pelo qual cerca de 21% das compras foram realizadas no período, além dos preços mais baixos no varejo on-line em relação ao físico, contribuíram para que 1/4 da população brasileira realizasse compras pela internet ao menos uma vez ano passado.

Contudo, dados do Sebrae esclarecem que, no trade de moda, apenas 15% dos pequenos empreendedores realizam vendas pela internet, dos quais somente 28% em site próprio. “O maior desafio para os pequenos negócios de moda migrarem para o on-line é entenderem sobre e-business. Hoje, o e-commerce não pode ser apenas um espaço de exposição de produtos de uma marca, precisa ser tratado com um ativo dela”, explica Rafael Campion, Líder de Inteligência de Mercado do Google Brasil.

Pois é, mesmo tendo canais de venda facilitados em redes sociais e market places, continua valendo a pena investir num site próprio. “Se você vende seus produtos apenas nesses canais externos, vira uma fábrica, não uma marca. É no site que o cliente conhece tudo sobre você, seus valores e processos”, avalia Rafael.

Além da revisão constante do catálogo de vendas, o especialista aponta a dedicação à produção de conteúdo como um ponto importante para a valorização da marca e buscas na internet. “Criar posts e vídeos com dicas sobre looks te auxilia a vender mais, como conteúdo de tendências por exemplo, uma vez que as pessoas buscam mais informação sobre roupas para cada ocasião do que por estilo. Dá pra se espelhar nas dicas que as blogueiras dão”, salienta.

Como dica para melhorar o desempenho das vendas on-line, Rafael sugere que as marcas deem uma atenção maior para o mobile, interface que responde por 60% das pesquisas por produto de moda, tornando os sites responsivos, rápidos para comprar e seguros. “Isso confere confiança para o cliente”, acredita.

Um exemplo é a busca por artigos de moda esportiva, que tem predominado nas vitrines e passarelas há um tempo, e, segundo Rafael, triplicou nos últimos dois anos. “Calça de academia é um termo muito mais buscado do que legging, logo, os conteúdos publicados pela marca na internet podem seguir essa linha e aumentarem os resultados de vendas”, destaca.

O executivo revela ainda que, na mesma linha casual do activewear, a busca por sapatos de salto baixo duplicou em relação ao salto alto e, o denim, queridinho da indústria brasileira, desponta no ranking, seguido por looks de crochê.

 

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Foto: Divulgação

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