Especialista em moda do Google fala sobre varejo na era digital durante o #ModaInfo 2017 ed.2

Fernanda Bromfman, do Google, no #ModaInfo

Fernanda Bromfman, do Google, no #ModaInfo/ Divulgação

“A cada 6 segundos, 500 mil perguntas são feitas ao Google, sendo que cerca de 16% delas nunca haviam sido feitas antes”, dispara Fernanda Bromfman, especialista de moda da filial brasileira da empresa, na abertura de seu talk sobre Varejo na Era Digital no #ModaInfo, semana passada em Pinheiros.

De olho na oportunidade de conhecer melhor o público-alvo a partir da leitura desses insights sobre o nosso tempo conectado, a profissional destaca cinco pontos de atenção para alavancar seu negócio de moda:

 

 

  1. Digital é o principal aliado

A internet já é o principal canal de consumo de moda no Brasil, atendendo a 49% das buscas, segundo Fernanda. Hoje, nosso país ostenta a marca de 131 milhões de usuários na rede e a expectativa do Google é que, nos próximos quatro anos, esse número chegue a 152 milhões. A navegação mobile corresponde atualmente a 79% dessa base, “é o celular que conecta a marca e o consumidor, dando acesso imediato ao que ele quer consumir em termos de conteúdo”, afirma.

E é claro que essa imersão no ciberespaço reflete na forma como as pessoas escolhem o look que vão comprar. “Sabemos que, hoje, o digital influencia aproximadamente 30% das vendas totais e que, em 2021, essa influência já estará em 51%”, aponta.

 

2Olhando as buscas de perto

A especialista revela que as buscas pelo termo “moda verão” esfriam sempre após o carnaval e voltam a crescer em julho, tendo no mês de dezembro seu ápice. “A sazonalidade das pesquisas é menor nas regiões norte e nordeste do país, por conta do clima. Na prática, temos um verão para cada região”, diz.

Outro ponto importante para análise do comportamento do consumidor on-line destacado por Fernanda é que ele procura mais vezes por looks de ocasião do que pelas características técnicas do produto. Por exemplo, “vestido de festa” aparece muito mais nas buscas do que “vestido amarelo”.

 

3. Menos atritos, mais encantamento

A divisão entre off-line e on-line já era. Vivemos a era da fusão entre o concreto e o virtual e as marcas que se aproveitam disso saem na frente, de acordo com Fernanda, que citou a label britânica Burberry, que desde 2013 promove em sua flagship em Londres a transmissão dos seus desfiles, a compra dos produtos e o acesso ao conteúdo sobre a sua produção pela internet, e a loja conectada da norte-americana Rebecca Minkoff, em Nova Iorque, com vitrines e provadores interativos.

A especialista também destacou iniciativas como a da Amazon, maior varejista de moda dos Estados Unidos, com 9% desse mercado, que por meio da rede social Amazon Spark, impulsiona sua rede a trocar impressões entre si sobre os produtos, o serviço de styling e shopper on-line da Upperbag, os serviços de customização em larga escala ofertados pela Topshop, Nike ID e Shoes of Prey.

 

4. Renovação de histórias 

A necessidade de interagir com esse novo consumidor conectado também abrange a maneira pela qual contamos nossas histórias. “Telas menores, novas regras, a evolução dos vídeos ao vivo e o imediatismo demandam novos meios e maior criatividade no storytelling“, destaca Fernanda.

A profissional revela que 46% dos consumidores brasileiros preferem ver os produtos de moda em vídeo, sendo que o nosso país está em segundo no ranking de acessos ao YouTube, e metade das celebridades mais admiradas pelos jovens são YouTubers.

“As YouTubers também são uma forma de atrair as pessoas para sua marca, já que 77% dos brasileiros afirmam conhecer ao menos uma blogueira de moda”, avalia a especialista, que enfatiza que mais de 40% das buscas nas plataformas digitais são tutoriais.

 

5. Experiências Imersivas 

Responsável pela rápida informação de moda em tempo real ao redor do globo, as redes sociais inspiraram algumas marcas de moda a disponibilizar os looks desfilados para venda logo após o desfile, esquema batizado como see now, buy now (veja agora, compre agora), adotado pelo SPFW (São Paulo Fashion Week) ano passado. “Essa foi uma demanda inegável do mercado ávido pelo imediatismo”, pontua Fernanda, que entende a sincronização das passarelas com o varejo como uma revolução no comportamento do consumidor.

Além disso, com projeção de investimentos de US$30 bilhões até 2020, experiências em realidade virtual e aumentada vislumbram o próximo estágio de relacionamento entre pessoas e marcas, explica Fernanda, que também estima que as buscas por imagem e voz cresçam 50% até lá.

A We Wear Culture, plataforma de moda do Google, já disponibilizou quatro experiências em realidade virtual e iniciativas como a das australianas Ebay e Myer, que lançaram juntas um e-commerce de moda para ser navegado em 360º, devem se intensificar a partir de agora.

 

Foto em destaque: Agência Fotosite

 

Comentários

Comentários