Conheça mais sobre o potencial da inteligência artificial na moda

 

Do smartphone à geladeira, os objetos do nosso cotidiano tem ganhado inteligência e com a moda não é diferente. Desde looks mais ousados, que conectam tecidos a sensores de emoções, como o Synapse Dress, assinado pela estilista Anouk Wipprecht na foto em destaque, à prototipagem de roupas e acessórios interativos do universo maker, cada novidade acerca dos wearables, os vestíveis inteligentes, em alta desde o lançamento do Apple Watch, em 2014, é recebida com empolgação pelos entusiastas da tecnologia.

Apesar de a indústria da moda não ser líder no desenvolvimento de produtos e serviços que agreguem internet das coisas, o estudo do portal Business of Fashion sobre as tendências do segmento para 2018 revelou que ela começa a se aproximar do assunto.

Segundo o BoF, 75% do varejo de moda global consultado pretende investir na união entre criatividade e inteligência artificial para soluções que sirvam ao cliente desde sua entrada na loja, como reconhecimento facial por dispositivos, e sigam com ele na roupa, sua segunda pele.

Um exemplo superinteressante que vem aí é a loja física conceitual do e-commerce de luxo Farfetch, em Londres, prevista para abrir suas portas para o público ainda neste ano, em que o cliente poderá adquirir roupas utilizando RFID (identificação de dados por rádio-frequência), além de outras soluções agregadas de inteligência artificial que prometem intensificar a experiência do consumidor com o omnichannel.

Por aqui, no âmbito de desenvolvimento de produto, muito se fala sobre a possibilidade de imprimir as próprias roupas em impressoras 3D, como a marca Noiga faz com seus acessórios. “Apesar de a impressão 3D estar em destaque, o pessoal ainda está na fase da empolgação pelo do it yourself (faça você mesmo). O que a gente propõe é que, além de fazer, a pessoa programe as próprias roupas”, explica a arquiteta Renata Portelada, do Lab for Architectural Singularity, em São Paulo, que realiza projetos e workshops de modelagem voltados à área.

Para compreendermos melhor a dimensão que os wearables podem conquistar no meio da moda, convidamos a artista multimídia Lina Lopes, à frente do ateliê interativo Lilo Zone, em São Paulo, para contar suas experiências com computação vestível ao público do #ModaInfo.

Lina, que já desenvolveu experimentos em tecidos inteligentes utilizando princípios de biohacking e neurociência, avisa que a área da computação vestível vai muito além das famosas roupas com led, “precisamos explorar as possibilidades de extrair dados do nosso corpo para melhorar nossa rotina em diversos aspectos, há muito por fazer ainda”.

Confira a entrevista cedida por ela ao #ModaInfo:

Imagem: divulgação.

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